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BABU SANTANA

O Jogo que Mudou a História tem olhar afetivo para o caos: 'Líder carismático'

CÉSAR DIÓGENES/TV GLOBO

O ator Babu Santana está caracterizado como Hoffman na série O Jogo que Mudou a História, do Globoplay

O ator Babu Santana interpreta Hoffman na série O Jogo que Mudou a História, do Globoplay

MÁRCIA PEREIRA, colunista

marcia@noticiadastv.com

Publicado em 20/6/2024 - 14h00

Baseada em fatos, a série O Jogo que Mudou a História tem um ingrediente que o espectador já viu em outras produções sobre narcotraficantes: o carisma que alguns criminosos exercem. A tomada do presídio de Ilha Grande nos primeiros episódios mostrou que Hoffman, personagem de Babu Santana, se enquadra aí. Para o ator, a trama tem um olhar afetivo para o caos. 

"É um personagem muito complexo, é um cara duro e, ao mesmo tempo, um líder carismático. Eu estou feliz de ver o José Junior [criador da série] produzindo e escrevendo. Acho que o mercado necessitava de um cara periférico, preto, para agitar. Eu só aceitei fazer esse tipo de personagem porque era um projeto dele, porque eu sabia que ia ter um olhar de dentro", comenta o intérprete.

A série do Globoplay estreou no último dia 13 com cenas violentíssimas ao mergulhar na origem das facções criminosas na década de 1970. A trama conta com 12 protagonistas --Hoffman é um deles-- e muitas participações especiais. Toda quinta-feira, dois novos episódios são liberados na plataforma de streaming. Ao todo, são dez.

Santana já viveu vários bandidos em sua trajetória. Por isso, ele busca trabalhos diferentes agora --como foi o caso do frei Severo na novela Amor Perfeito, no ano passado.

"Mas ali [na série] tem a questão do ser humano. A gente não quer passar a mão na cabeça de ninguém, mas eu acho que tem o registro da pessoa que viveu a situação. Isso é muito importante, porque a série não fica na superfície. Não fica só nos caras malvados, tem um contexto", explica o ator.

Criado em comunidade, Babu vê em O Jogo que Mudou a História um progresso no jeito de se contar histórias de favelados e traficantes. "Eu sou um homem de 44 anos, morador do Vidigal [morro na zona sul do Rio de Janeiro]. Muitas dessas histórias permeavam o nosso rolê. Por isso que eu gosto tanto de como foi organizado o roteiro para contar essa história", comenta.

Para o ator, o grande mérito da série foi a preparação do elenco, que ficou a cargo de Fátima Domingues. Ele divide a direção do grupo Nós no Morro com ela e a conhece bem. "Fátima foi fundamental para a gente conseguir dar essa unidade, essa força, que os personagens precisavam na série."

Os atores também tiveram workshops com egressos do sistema prisional, e alguns deles, inclusive, atuam na saga. Santana aponta mais esse fator como essencial para atingir a profundidade e a intensidade que o público vai ver.

Na série, ele é um dos líderes da Turma do Fundão, a futura Falange Vermelha, composta por presos políticos e assaltantes de banco. É um personagem do embate físico e que tem muitos aliados. Hoffman liderou uma rebelião no presídio de Ilha Grande logo na estreia e estabeleceu um convívio de respeito, medo e amizade com os outros presos.


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