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Homens sucumbem a June e Serena em episódio que revive The Handmaid's Tale

Imagens: Reprodução/Hulu

A atriz Elisabeth Moss em cena do 11º episódio da terceira temporada de The Handmaid's Tale - Imagens: Reprodução/Hulu

A atriz Elisabeth Moss em cena do 11º episódio da terceira temporada de The Handmaid's Tale

JOÃO DA PAZ - Publicado em 11/08/2019, às 04h57

[Atenção: este texto contém spoilers]

A arrastada terceira temporada de The Handmaid's Tale finalmente ganhou vida. Após uma trama com muitos vícios repetidos, a série vencedora do Emmy teve um episódio vibrante. Disponível desde ontem (10) no Paramount+ e no Now, o 11º capítulo, chamado de Liars (Mentirosos), apresentou as principais personagens da trama colocando os homens cruéis de Gilead aos seus pés.

Criador da série, o produtor Bruce Miller prometeu que June (Elisabeth Moss) venceria mais na atual temporada. Ou seja, a protagonista teria uma jornada menos ardilosa, sem sofrer tanto como nos anos anteriores, algo que era criticado por boa parte das telespectadoras. Mas a ex-escritora e editora de livros continuou comendo o pão que o diabo (ou a religião fundamentalista) amassou, sendo estuprada e violentada psicologicamente; de novo.

A propagada ideia de revolução das criadas e marthas (empregadas domésticas) dentro de Gilead demorou para eclodir. Na verdade, a temporada toda se preocupou em acompanhar os passos de uma nova June, a rebelde. Ela virou aspirante a líder de um movimento contra o regime teocrático que tomou conta dos Estados Unidos. Essa jornada mudou a personalidade de June, que perdeu o juízo e o senso de moral.

Ela assumiu a missão de tirar dezenas de crianças de Gilead, um duro golpe contra o regime, com a ajuda do seu novo senhor, o Comandante Lawrence (Bradley Whitford, impecável e indicado ao Emmy). Logo ele, um dos homens mais importantes na concepção da República de Gilead.

Ele a levou ao bordel Jezabel para que June conversasse com o bartender do clube do sexo, Billy (Danie Jun). Logo após o encontro, ela se deparou com o manipulador Comandante Winslow (Christopher Meloni), que a levou para um quarto e tentou estuprá-la. June revidou o ataque e na troca de socos e empurrões, ela pegou uma caneta e o feriu com vários golpes sangrentos. Com uma estátua, ironicamente a escultura de uma criada, June deu sua pancada final.

Toda essa cena foi cheia de simbolismo, da caneta a estátua. Depois do assassinato, June já esperava sua punição, por conhecer Gilead muito bem. Mas daí veio o ponto de virada. Uma martha, que June havia ajudado em outra oportunidade, a socorreu e convocou outras para limparem todo o quarto e cremarem o corpo de Winslow. June foi tratada como heroína.

Ela, que já tinha o apoio das criadas para armar a fuga das crianças de Gilead, agora ganhou o apoio incondicional das marthas, que anteriormente duvidavam do plano ousado de June e de sua capacidade em realizá-lo.

Aos trancos e barrancos, The Handmaid's Tale fez algo de interessante com June e solucionou esse problema. Ela pagou pedágios indesejáveis até chegar ao posto de heroína e líder de um movimento que une mulheres de todos os tipos. A série achou, enfim, um bom caminho para finalizar a terceira temporada em alta e deixar para trás o marasmo exibido até então.

Yvonne Strahovski em cena simbólica de Handmaid's Tale; Serena no controle da situação


Serena serena

Serena (Yvonne Strahovski) despertou junto com The Handmaid's Tale. Esse paralelo não é à toa, pois a personagem coadjuvante brilhou tanto quanto a protagonista: foi ela quem salvou a série durante boa parte dessa terceira temporada.

Completamente mansa, Serena enganou direitinho seu marido, o Comandante Fred Waterford (Joseph Fiennes), e o entregou ao governo canadense. Ele foi preso por crimes de guerra e violação de direitos humanos (leis internacionais).

Os momentos que antecederam a prisão de Fred e a detenção de Serena foram cheios de simbolismos, assim como ocorreu com June. Na estrada, Serena até dirigiu um carro, ato proibido para as mulheres em Gilead. Tomar o volante indica que Serena, a partir de agora, assumirá o comando de sua vida, sem ser subjugada por um homem. Que, no caso, a violentava sem dó.

Separadas, June e Serena tocam revoluções, cada uma do seu jeito. June até pensou que por um momento Serena poderia se unir a ela. Mas sua antiga senhora decidiu agir por si mesma. Nessa empreitada, Serena derrubou um homem poderoso de Gilead. June fez o mesmo, só que de forma mais brutal.

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