DISPUTA DE MERCADO

Guerra no mercado de séries faz superprodutores ganharem como estrelas

Divulgação/Television Academy

Ryan Murphy, com o Emmy de melhor diretor por American Crime Story: Versace, no ano passado - Divulgação/Television Academy

Ryan Murphy, com o Emmy de melhor diretor por American Crime Story: Versace, no ano passado

REDAÇÃO - Publicado em 03/04/2019, às 05h50

Com o acirramento da concorrência entre as gigantes Netflix e Disney, que vai lançar sua plataforma de streaming nos Estados Unidos até o fim deste ano, a TV norte-americana vê uma corrida inédita pelos chamados showrunners, as mentes pensantes das séries. Agora, eles ganham tanto quanto (ou até mais do que) as grandes estrelas de Hollywood.

O mais recente nome dessa disputa é Roberto Aguirre-Sacasa, de Riverdale e O Mundo Sombrio de Sabrina, que na terça-feira (2) renovou contrato com a Warner por cinco anos. Detalhes não foram divulgados, mas especulam-se valores entre US$ 50 milhões e US$ 100 milhões (de R$ 200 milhões a R$ 400 milhões).

Até o aquecimento desse segmento do mercado norte-americano de entretenimento, que também inclui gigantes como Universal e Sony, as cifras milionárias eram exclusividade dos grandes atores e atrizes. Segundo a Forbes, George Clooney foi o mais bem pago em 2018, com US$ 239 milhões (R$ 956 milhões). Já Scarlett Johansson lidera a lista feminina, com US$ 40,5 milhões (R$ 162 milhões).

A disputa pelos showrunners a peso de ouro é uma novidade. Alguns, como J.J. Abrams, de Lost, chegaram a receber oferta de US$ 500 milhões (R$ 2 bilhões).

Além de produzir, esses executivos criam, desenvolvem, escrevem, escalam o elenco e até dirigem episódios. Basicamente, mandam em tudo, das grandes decisões até os mínimos detalhes. E ainda têm o poder de vetar algo que não os agrada.

Em negociações recentes, a Netflix levou três superprodutores da Disney por US$ 550 milhões (R$ 2,2 bilhões). Em agosto passado, Kenya Barris, criador de Blackish, fechou contrato de três anos por US$ 100 milhões (R$ 400 milhões).

Um ano antes, a gigante do streaming fechou com Shonda Rhimes, de Grey’s Anatomy e Scandal, um acordo que o jornal The New York Times disse valer US$ 150 milhões (R$ 585 milhões), por quatro anos.

Ryan Murphy (de American Crime Story e Glee) acertou com a plataforma um contrato de cinco anos, na casa dos US$ 300 milhões (R$ 1,17 bilhão).

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