Impeachment

Escândalo sexual na Casa Branca é tema da nova American Crime Story

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Ao lado da mulher Hillary Clinton, Bill Clinton nega caso com Monica Lewinsky durante coletiva em 1998 - Reprodução/ABC

Ao lado da mulher Hillary Clinton, Bill Clinton nega caso com Monica Lewinsky durante coletiva em 1998

REDAÇÃO - Publicado em 07/08/2019, às 13h23

O canal FX voltou atrás e vai abordar o escândalo sexual envolvendo o ex-presidente americano Bill Clinton na terceira temporada de American Crime Story. Como o escândalo quase resultou na saída do político da Casa Branca, sede do governo, o subtítulo da nova leva de episódios será Impeachment. A minissérie volta em setembro do ano que vem.

Em fevereiro de 2017, o produtor Ryan Murphy anunciou que esse caso seria a quarta temporada de ACS (a terceira abordaria a tragédia do furacão Katrina). Mas as duas acabaram canceladas.

Em abril do ano passado, Murphy justificou o abandono do projeto sobre o caso Clinton e Monica porque, para ele, a própria Monica deveria contar a sua história, ao invés de outras pessoas. "É nojento se assim fizerem", disse ele na época. Agora, a ex-estagiária terá um posto de produtora, o que fez o produtor voltar atrás outra vez.

Impeachment: American Crime Story, além de ter data de estreia programada, está com parte do elenco principal escalado. Monica Lewinsky será interpretada por Beanie Feldstein (What We Do in the Shadows). Sarah Paulson (ACS: O Povo Contra O.J. Simpson) e Annaleigh Ashford (Masters of Sex) também estão confirmadas.

Entenda o caso Clinton-Lewinsky

A minissérie é uma adaptação do livro A Vast Conspiracy: The Real Sex Scandal That Nearly Brought Down A President (Uma Conspiração Enorme: O Escândalo Sexual Real que Quase Derrubou um Presidente, em tradução livre).

Em 26 de janeiro de 1998, Clinton convocou uma entrevista coletiva para negar que tivesse se envolvido com Monica Lewinsky, ao contrário do que divulgava a imprensa. Ele estava ao lado da primeira-dama, Hillary, e do vice-presidente, Al Gore.

Investigações de órgãos independentes do governo norte-americano, reportagens da mídia e um depoimento de Monica Lewinsky desmentiram Clinton. O presidente e a estagiária tiveram um caso entre 1995 e 1997, que foi de conversas picantes por telefone a sexo oral dentro da Casa Branca. Monica chegou a entregar como prova um vestido azul manchado de sêmen, que seria de Clinton.

Devido à mentira contada em frente às câmeras, Clinton enfrentou um processo de impeachment por perjúria e obstrução de justiça, mesmo após admitir, sete meses depois da fatídica coletiva, que de fato se relacionou com a estagiária.

A votação do impeachment de Clintou durou 21 dias no Senado norte-americano. O presidente foi absolvido de todas as acusações em 12 de fevereiro de 1999.

Hillary se manteve fiel ao marido e não pediu o divórcio. Ela depois virou senadora (por Nova York), secretária de Estado (no governo de Barack Obama) e perdeu a última eleição presidencial para Donald Trump em novembro de 2016.

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