Linda Fairstein

Editora demite promotora de caso retratado em minissérie da Netflix

Reprodução/CBS

A autora e ex-promotora Linda Fairstein em entrevista para programa dominical da rede CBS em 2017 - Reprodução/CBS

A autora e ex-promotora Linda Fairstein em entrevista para programa dominical da rede CBS em 2017

REDAÇÃO - Publicado em 07/06/2019, às 17h48

O declínio da carreira de Linda Fairstein continua. Após perder cargos em duas instituições, a ex-promotora pública de 72 anos foi demitida da editora que publicou 14 livros escritos por ela. A porta-voz da Dutton, Amanda Walker, confirmou para a agência de notícias Associated Press que a empresa "terminou a relação" com Linda, famosa por romances policiais.

Desde a última sexta-feira (31), quando a minissérie Olhos Que Condenam estreou na Netflix, Linda sofre um linchamento virtual. Internautas norte-americanos promovem uma campanha contra ela, pelo seu papel decisivo em fabricar acusações contra cinco adolescentes suspeitos de participarem de um estupro.

Felicity Huffman interpreta a promotora Linda Fairstein no drama Olhos Que Condenam (Reprodução/Netflix)

Linda liderou as investigações no infame caso da Corredora do Central Park, crime sofrido pela jovem Trisha Meili no conhecido parque nova-iorquino, na noite de 19 de abril de 1989. A promotora ignorou evidências que inocentavam os menores de idade e fez uma verdadeira caça às bruxas, só sossegando depois de ver os meninos serem condenados injustamente.

Na minissérie, Linda é interpretada pela talentosa Felicity Huffman. Ela é retratada como uma mulher calculista, determinada em não deixar passar batido o crime contra Trisha. Olhos Que Condenam mostra a promotora agressiva, focada em seu objetivo. Linda chegou a chamar os garotos de "animais."

A saída dela da Dutton, que publicou o mais recente livro de Linda, Blood Oath (Juramento de Sangue, em tradução livre), em março deste ano é somente mais um passo na investida dos internautas de chamar a atenção de empresas que têm algum vínculo com Linda. Ela seguiu com a vida de maneira imune apesar dos atos equivocados que cometeu no caso da Corredora do Central Park.

reprodução/CBS

Pilha de livros escritos por Linda Fairstein, exibida durante entrevista da autora para a CBS

Continua ativa a campanha #CancelLindaFairstein, um apelo a grandes livrarias e distribuidoras para que não vendam mais os livros de Linda. Há até um abaixo-assinado, no site change.org, com mais de 125 mil assinaturas, que pede pelo fim da circulação dos livros dela.

Linda sofreu outros baques nesta semana. Na terça (4), ela pediu demissão do conselho administrativo da universidade Vassar, na qual se formou em 1969, e do conselho diretor da organização não-governamental Safe Horizon, que por ironia do destino presta assistência a vítimas de abusos de crimes violentos em Nova York.

A ex-promotora trabalhou na divisão de crimes sexuais no escritório da procuradoria-geral nova-iorquina, em Manhattan, entre 1976 e 2002. Ao largar o cargo, ela se tornou uma escritora de sucesso.

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