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Com duplo homicídio, retorno de Dirty John narra história ainda mais macabra

IMAGENS: DIVULGAÇÃO/USA NETWORK

Com um cabelo loiro e brincos grandes, Amanda Peet faz cara de séria em imagem do drama Dirty John

Amanda Peet com um um visual digno dos anos 1980 em cena da segunda temporada de Dirty John

JOÃO DA PAZ

Publicado em 14/8/2020 - 6h55

[Atenção: este texto contém spoilers]

A primeira temporada de Dirty John - O Golpe do Amor terminou de forma trágica, com um assassinato cometido em legítima defesa pela jovem Terra Newell (Julia Garner) após sofrer um ataque do padrasto, John Meehan (Eric Bana). Baseado em outro caso real, o drama conta uma história ainda mais macabra na leva de episódios que estreia nesta sexta (14) na Netflix: um duplo homicídio.

Retrato de um romance verdadeiro que deu errado, Dirty John não se preocupa com aquele suspense do "quem matou e quem morreu?" que é o alicerce de muitas séries policiais ou de advogados. A ideia é apresentar os motivos de um crime. Como uma pessoa chega ao ponto de decidir tirar a vida de outra (no caso, duas vítimas)?

A nova temporada tem o subtítulo de A História de Betty Broderick. No final dos anos 1980, essa mulher protagonizou o que a apresentadora Oprah Winfrey chamou de "o divórcio mais feio da América". A dona de casa estava em um litígio com o advogado Dan, que a largou para se casar com Linda Kolkena, sua secretária. Betty acabou assassinando os dois, e o julgamento dela virou uma atração televisiva imperdível, por causa dos detalhes palpitantes do caso.

Um dos segredos para acompanhar bem essa temporada é assumir a postura de um jurado de tribunal de frente para a tela. O telespectador tem de examinar cada cena para nos episódios finais tentar chegar a uma decisão: Betty foi uma assassina impiedosa ou forçada indiretamente pelo ex-marido a praticar os homicídios?

Dirty John cumpre esse papel com excelência, expondo os lados desse caso cabuloso para que o público tire suas conclusões. E o elenco em grande fase ajuda nisso. Amanda Peet (Brockmire) vive Betty, papel que é um divisor de águas em sua carreira nem tão brilhante assim até esse ponto. A atriz convence e muito como uma mulher que fez de tudo para o marido crescer na vida. Mas foi jogada à sarjeta ao ser trocada por uma "novinha" assim que Dan passou a se destacar na profissão.

Christian Slater, que desde Mr. Robot (2015-2019) espantou a fama de pé-frio, se sai muito bem como Dan. O ator dá uma boa cara a um homem que se dedicou aos estudos enquanto a mulher trabalhava e cuidava dos filhos. E quando ele atingiu o topo, com muita petulância, ignorou aquela que o ajudou.

Já Rachel Keller (Fargo) interpreta Linda, que entra nesse triângulo amoroso como quem não quer nada, toda inocente. Mas esconde dentro de si intenções sinistras.

Com fama de pé-frio escanteada, Christian Slater faz outro bom trabalho na TV em Dirty John


Escolha um lado

Tal como o caso real, a segunda temporada de Dirty John não deixa o telespectador indiferente com essa história. Episódio após episódio, é possível mudar de lado e achar em um momento que Betty é simplesmente louca, como Dan e outros gostam de rotulá-la. Porém, logo em seguida dá para acreditar que o advogado não tem nada de vítima, que é um puro sacana e um baita canalha.

A motivação para o crime é importante, pois define a sentença de Betty. A série apresenta as situações da relação nos primeiros episódios até culminar no julgamento, que é um reflexo do que de fato ocorreu três décadas atrás.

Não dá para mudar o veredicto, mas há como entender esse divórcio e duplo assassinato por outro ponto de vista. Betty foi condenada em 1991 e continua atrás das grades, cumprindo uma pena de 32 anos.

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