Despedida

Charlie Sheen ressurge em desenho no final de Two and a Half Men

Reprodução/CBS

Uma animação inspirada em Charlie Sheen fuma um charuto em episódio final de Two and a Half Men - Reprodução/CBS

Uma animação inspirada em Charlie Sheen fuma um charuto em episódio final de Two and a Half Men

JOÃO DA PAZ - Publicado em 20/02/2015, às 02h46

O episódio final de Two and a Half Men não contou com a esperada participação de Charlie Sheen, protagonista da série nas oito primeiras temporadas. Seu personagem, Charlie Harper, no entanto, apareceu em uma animação. Exibido na noite desta quinta-feira (19) pela rede norte-americana CBS, o derradeiro capítulo de Two and a Half Men contou, nos créditos finais, com uma explicação do produtor da série, Chuck Lorre, do motivo de Harper, demitido em 2011, não ter surgido em carne e osso. O episódio vai ao ar no Brasil no próximo dia 5, na Warner.

Intitulado É Claro Que Ele Está Morto (frase dita por Alan Harper, interpretado por Jon Cryer), o episódio foi uma saga para desvendar o mistério que perturbava os fãs da série: afinal, Charlie Harper de fato morreu? A jornada começa quando alguém saca US$ 2,5 milhões em royalties da gravadora que produzia os jingles criados por Charlie. Alan, o irmão dele, investiga quem poderia ter feito isso.

A caçada de Alan passa pela mãe deles, Evelyn (Holland Taylor), a filha de Charlie, Jenny (Amber Tamblyn), e acaba em Rose (Melanie Lynskey), mulher de Charlie, que estava em Paris quando ele morreu. Rose explica então que ele está vivo e conta o que aconteceu.

Nesse momento, enquanto ela explica com detalhes o acidente, uma animação ilustra a história, e o personagem de Charlie Sheen aparece. Na verdade, o milionário não morreu atropelado por um trem, como Rose disse no funeral dele. Quem caiu no trilho foi um bode, que segundo ela estava numa orgia com Charlie quando ele foi pego no flagra traindo a mulher.

Durante todo esse tempo, quatro anos, Rose manteve Charlie preso em um calabouço. Porém, após um descuido de Rose, ele conseguiu escapar. Sacou o dinheiro dos royalties, depositou em um banco nas Ilhas Cayman e avisou a Alan que voltaria.

Mas, nos segundos finais do episódio, Charlie morre de verdade. Um ator parecido com Charlie Sheen, de costas, toca a campainha da mansão. Antes de alguém abrir a porta, um piano cai na cabeça dele. Após essa cena, o produtor Chuck Lorre aparece e diz o bordão clássico de Charlie: “Winning” (vencendo). Só que um piano também cai na cabeça de Lorre. Era justamente em um piano que Charlie criava os jingles que o fez milionário.

Figurante se passa por Charlie Sheen no encerramento de Two and a Half Men

Produtor explica o final

No Vanity Card (letreiro que aparece no encerramento dos episódios da série) de despedida de Two and a Half Men, Lorre explica por que Charlie Sheen não apareceu:

“Eu sei que muitos de vocês podem ter ficado desapontados por não terem visto Charlie Sheen no episódio final desta noite. Para registrar, foi oferecido um papel a ele. A ideia era que Charlie aparecesse andando de costas até a casa de praia na última cena, tocasse a campainha e depois olhasse para trás, diretamente para a câmera, e começasse um discurso maluco sobre o perigo de se envolver com drogas. Ele, porém, explicaria que todos esses perigos só valem para as pessoas comuns. E que ele é longe de ser uma pessoa comum. Ele seria um guerreiro ninja de Marte. Ele seria invencível.

Daí o piano cairia sobre a cabeça dele.

Nós achamos que seria engraçado.

Ele não.

Ao invés disso, ele queria uma cena mais emotiva, para que ele pudesse promover uma nova série chamada The Harpes, na qual seria um dos protagonistas ao lado de Jon Cryer.

Nós achamos que isso seria engraçado também.”

Angus T. Jones, Ashton Kutcher e Jon Cryer se reencontram em Two and a Half Men

Rir de si mesmo

Além dessa história principal, o episódio de despedida de Two and a Half Men foi hilário, principalmente pelas piadas que satirizavam a própria série. O momento auge ocorreu quando Angus T. Jones, que interpretou Jake, fllho de Alan, apareceu. Ele começou a fazer piadas sem graça e comentários impróprios até ser interrompido por Walden Schimdt (Ashton Kutcher), que se espantou: “Incrível como você [Jones] conseguiu ganhar tanto dinheiro com piadas estúpidas”. Depois disso, Jones, Kutcher e Cryer olharam para a câmera e sorriram.

Teve várias situações parecidas com essa. Kutcher também se virou para a câmera, logo no começo do episódio, e disse: “Espero que isso acabe logo”. Kutcher foi firme ao rebater um comentário feito pela empregada Berta (Conchata Ferrell). Ela falou para Alan: “Se Charlie aparecer, você for embora e Walden ficar, podemos continuar com isso por mais cinco anos”. Walden, sem hesitar, devolveu: “Eu acho que não.”

Outro instante que Kutcher brinca com a estadia dele na série nas quatro temporadas finais é quando Walden está como intrometido na reunião familiar entre Evelyn, Alan e Jenny, que estavam discutindo se Charlie estava vivo ou não. Ao fazer um comentário impróprio, Evelyn reage com raiva: “Por que você está aqui?”. E Walden responde: “Faço essa pergunta para mim desde o primeiro dia.”

Quando Alan e Walden vão para uma delegacia explicar a possível aparição repentina de Charlie, o tenente de plantão fica espantado com o que eles descrevem. Wagner, interpretado por Arnold Schwarzenegger, demonstra espanto ao recapitular a história envolvendo Alan, Walden e Charlie. Ele faz um resumo completo da série, desde o piloto (quando Alan, separado da mulher, vai viver com o irmão solteirão) até o falso casamento gay entre Alan e Walden, forjado para que pudessem adotar uma criança. Para Wagner, toda essa história é rídicula. 


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