Segunda Chamada

Carol Duarte descobre dor da maternidade ao viver mãe sofredora em série da Globo

Divulgação/TV Globo

A atriz Carol Duarte em sala de aula, cenário da série Segunda Chamada, caracterizada como a personagem Solange

A atriz Carol Duarte caracterizada como Solange, sua personagem sofredora na série Segunda Chamada

FERNANDA LOPES - Publicado em 29/08/2019, às 05h32

Carol Duarte voltará ao ar na Globo com mais uma personagem sofredora. Depois de ficar famosa como o Ivan de A Força do Querer (2017) e de viver uma prostituta em O Sétimo Guardião (2018), ela aparecerá na série Segunda Chamada, que estreia em outubro. A atriz de 27 anos descobriu que a maternidade pode ser muito difícil por meio de seu novo papel.

Em Segunda Chamada, que mostra o cotidiano de uma escola que funciona na modalidade EJA (Educação de Jovens e Adultos), Carol vive Solange. É uma mulher jovem que decide voltar a estudar, mas tem de enfrentar grandes problemas. Ela tem uma filha bebê, que cria sozinha. Solange vende balas no metrô para se sustentar e vive uma grande crise financeira e emocional.

Na vida real, Carol não é mãe e diz que passou a prestar muito mais atenção na questão das dores da maternidade ao trabalhar na série.

"A Solange me trouxe a descoberta da maternidade, do que é ter uma criança pequena, que se eu derrubar ela cai e morre. Tenho vontade de ser mãe, mas é muito complexa essa relação. Às vezes é difícil pra mulher. Acho que a Solange me trouxe essa concretude. Ter uma criança que depende de mim, e se eu for embora ou não der comida ou deixar no frio ela pode morrer... Eu achei isso fortíssimo", confessa.

Para interpretar o papel, Carol conheceu várias "Solanges" da vida real, mulheres que também criam os filhos sozinhas e vendem itens nos trens e metrôs de São Paulo.

A personagem terá muita dificuldade para se manter sã e funcional como mãe, trabalhadora e estudante. Em uma cena, terá um surto de desespero na escola e desenvolverá uma relação próxima com uma professora (interpretada por Thalita Carauta). Solange pensará em entregar sua filha para a professora cuidar. "É uma personagem que fala pouco, que está aguentando. Isso me comove muito", adianta.

Em seu terceiro papel na Globo, Carol também se destacou no cinema neste ano: é uma das protagonistas de A Vida Invisível, filme que foi escolhido para representar o Brasil na disputa por uma indicação à categoria de filme estrangeiro no Oscar.

Ela reconhece que tem trabalhado sempre com personagens muito duros, mulheres bastante difíceis --até hoje ela diz ser reconhecida e abordada por causa de Ivan, que era mulher e se reconheceu como homem trans na novela de Gloria Perez. Mas Carol afirma que consegue dar profundidade a qualquer papel que cair em suas mãos.

"Penso sobre qual papel não é difícil. Acho que qualquer ser humano que está andando na rua tem sua complexidade, suas dores, seus machucados. Então acho que sempre vai ter um personagem complexo se você for a fundo. Mesmo uma mocinha, sempre tem problemas. Se não tiver, eu arranjo", brinca a atriz.

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