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NO STARZPLAY

Cancelamento mais dolorido do ano, Alta Fidelidade é uma série imperdível

IMAGENS: DIVULGAÇÃO/HULU

Com cabelo trançado bem comprido, Zoë Kravitz fecha o semblante dentro de uma loja de discos em Alta Fidelidade

Zoë Kravitz em cena da primeira e única temporada de Alta Fidelidade; série para ver e ouvir com gosto

JOÃO DA PAZ

joao@noticiasdatv.com

Publicado em 10/9/2020 - 6h50

Com certeza a Rob (Zoë Kravitz) teria a música de sofrência ideal para amenizar a dor do cancelamento de Alta Fidelidade (2020). A personagem da série com o fim mais dolorido do ano encabeça uma trama sobre rompimentos amorosos de partir o coração, tudo com uma trilha sonora da mais alta qualidade. Mesmo encerrada, a comédia vale a pena.

A versão televisiva de Alta Fidelidade estreia nesta quinta-feira (10) no streaming Starzplay. A cada semana, um novo episódio entra na plataforma (são dez, no total). A atração é baseada no filme homônimo lançado em 2000, estrelado por John Cusack. Por sua vez, o longa adaptou o best-seller britânico publicado cinco anos antes e escrito pelo descolado Nick Hornby.

O clima da série lembra o filme em alguns aspectos. Mesmo com o gênero da protagonista trocado, seu nome é o mesmo. A Rob de Zoë Kravitz é um apelido para Robin, dona de uma loja de discos de vinil no bairro do Brooklyn, em Nova York --o Rob de John Cusack vivia em Chicago e também trabalhava vendendo LPs.

Rob tem dois empregados que roubam a cena. Simon (David H. Holmes) já teve um caso com a chefe, e Cherise (Da'Vine Joy Randolph) é sua melhor amiga. Juntos, eles conversam sobre música, esbanjam conhecimento gigantesco de todos os estilos, compartilham desilusões no amor e listam top 5 de qualquer coisa.

Rob tem os seus cinco rompimentos que mais machucaram --Simon é o número três. Como ela fala muitas vezes diretamente com a câmera, o telespectador rapidamente se torna cúmplice e passa a fazer parte da vida dessa jovem que só quebra a cara com seus peguetes. O medidor de compaixão vai desde a mais autêntica empatia até a indiferença, pois às vezes não dá para acreditar no quanto a empresária é burra, a ponto de cair em ciladas dignas de música do Molejo.

As jornadas de Rob levam o público para uma Nova York urbana e alternativa, com muita referência pop e reviravoltas interessantes. Como Simon e Cherise têm brilho próprio, eles ganham episódios dedicados somente às suas crônicas amorosas. A timidez de Simon contrasta com a desenvoltura da amiga desbocada.

Filha do cantor Lenny Kravitz e da atriz Lisa Bonet (que atuou no filme Alta Fidelidade), Zoë recebeu um palco de protagonista depois de marcar uma forte presença como coadjuvante em Big Little Lies. E a boa personagem da atriz dá margem para ela exercitar suas caras e bocas.

Embora Rob pareça ser uma pessoa legal, daquelas com quem se toma uma cerveja, em certas situações ela não demonstra lealdade nem com amigos mais próximos. Sem contar que a jovem nunca falha na tomada de decisões autodestrutivas.

A atriz Zoë Kravitz com David H. Holmes e Da'Vine Joy Randolph na série Alta Fidelidade


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A música está presente para servir de consolo. Aqui destaca-se um detalhe inverossímil. Tudo bem que é uma ficção, mas como uma jovem sem herança vive da renda de uma loja de vinil em pleno Brooklyn gentrificado, sendo que o estabelecimento passa quase todos os dias da semana vazio? Ao menos sobra tempo para os três amigos papearem e entreterem o telespectador.

Escolhida a dedo, a trilha sonora da série Alta Fidelidade é especial. Vai agradar ao ouvido de quem é eclético, musicalmente falando, aquela pessoa sem amarras a um estilo específico nem ódio a outro.

O público pode se preparar para ouvir de Sinead O'Connor (Nothing Compares 2 U) a A Tribe Called Quest (Electric Relaxation), de Nina Simone (Don't Let Me Be Misunderstood) a David Bowie (Modern Love), de Blondie (Heart of Glass) a Marvin Gaye (Right On). Até o grupo brasileiro Os Mutantes marca presença, com a música Le Premier Bonheur Du Jour.

Se existe uma série lançada em 2020 que merecia ser renovada, ela é Alta Fidelidade. Muitos críticos americanos analisaram os primeiros episódios, em fevereiro, e já projetavam a encomenda de uma nova leva, destacando a atuação digna de Emmy de Zoë. Porém, no mês passado a plataforma Hulu optou pelo cancelamento. O jeito é afogar as mágoas com as canções que Rob escolher...


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