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PACTO DE SANGUE

Apresentador assassino na ficção, Guilherme Fontes detona telejornais

FOTOS: DIVULGAÇÃO/SPACE

Guilherme Fontes interpreta o jornalista Silas na série Pacto de Sangue, novidade do canal Space - FOTOS: DIVULGAÇÃO/SPACE

Guilherme Fontes interpreta o jornalista Silas na série Pacto de Sangue, novidade do canal Space

GABRIEL PERLINE

Publicado em 27/8/2018 - 5h30

Fora da TV há quatro anos, Guilherme Fontes retorna nesta segunda-feira (27) em Pacto de Sangue, do canal Space. Na série, ele é Silas, uma versão mau-caráter e inescrupulosa de apresentadores de programas policiais, como José Luiz Datena e Luiz Bacci, capaz de encomendar assassinatos apenas para ter material exclusivo para o seu programa e apresentá-lo da maneira mais sensacionalista possível.

"Acho tenebroso esse jornalismo sensacionalista", avalia ao Notícias da TV. "Ele é fruto fundamentalmente do excesso de pobreza que existe no país. Outro dia eu estava assistindo a um desses jornais e passou 20 minutos com tragédia. Uma chatice, uma canseira, não me interessa isso."

A série tem cenas fortes e explora as desgraças alheias em profundidade. A atuação do fictício apresentador Silas Campello é, no mínimo, controversa. Faz uma crítica, ainda que superlativa, aos inúmeros telejornais que se valem das tragédias para atrair audiência.

"Não sei que alento isso possa dar no povo, mas dizem que a desgraça dá mais ibope que a felicidade. Sangue jorrando, isso é que é interatividade. O que jorra de sangue e desgraça da TV é surreal. Eu acho que o personagem se transforma numa crítica mais forte quando ele opta pela carreira política. Quando ele acha que esse alento que ele acha que traz à audiência pode transformá-lo numa voz do povo", diz.

Pacto de Sangue mostra a ascensão do repórter Silas Campello, que se torna o apresentador mais famoso do Pará ao desvendar crimes e atrocidades que assolam as regiões periféricas.

No entanto, a maior parte dos casos escandalosos que apresenta em seu programa são armados. Com a ajuda de seu irmão, Edson Campello (Adriano Garib), e do policial Mauro (Paulo Miklos), ele encomenda assassinatos de criminosos, filma as execuções e exibe com exclusividade em seu programa.

Guilherme Fontes como Silas Campello em cena da série Pacto de Sangue, do Space

"Interpretar um apresentador inescrupuloso, que não mede esforços, uma ambição descabida e que cria terríveis subtefúrgios para conquistar a audiência vai tornando o personagem muito rico. E por trás tem uma carga dramática de uma família desestruturada. Tem os ingredientes de melodrama, ação, suspense. Fora o nível de produção, que eu posso dizer que foi AA", comenta.

A história de Silas é muito parecida com a de Wallace Souza (1958-2010), deputado estadual que apresentou por anos um programa sensacionalista no Amazonas e foi investigado por formação de quadrilha, tráfico de drogas, ameaça a testemunhas e porte ilegal de armas.

Embora na série sejam nítidos em Guilherme Fontes os trejeitos característicos a apresentadores do gênero, principalmente de Marcelo Rezende (1951-2017), o ator descarta ter se inspirado neles ou em Wallace Souza.

"Preferi construir o meu. Não estou fazendo nenhuma sátira ou crítica a ninguém, estou fazendo um personagem de um roteiro ímpar que eu li. Tenho larga experiência em personagens que já existiram, e eu sempre preferi me prender ao roteiro, o que eu posso extrair dele e do diretor e dos atores que estão ao meu lado. É um novo personagem, uma nova figura", afirma.

Pacto de Sangue é uma coprodução do Space com a Intro Pictures, dividida em oito episódios. A estreia está marcada para esta segunda-feira (27), às 22h30.

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