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Análise | Novela das nove

Politicamente incorretos, Magnólia e Severo são o melhor de Império

Estevam Avellar/TV Globo

Zezé Polessa e Tato Gabus Mendes interpretam casal politicamente incorreto em Império, novela da Globo - Estevam Avellar/TV Globo

Zezé Polessa e Tato Gabus Mendes interpretam casal politicamente incorreto em Império, novela da Globo

RAPHAEL SCIRE

Publicado em 27/2/2015 - 17h08
Atualizado em 28/2/2015 - 5h57

O que pensar de uma mãe que acha o próprio filho “sexualmente competitivo”? Para muitos, é uma visão materna execrável, mas é justamente o que pensa Magnólia (Zezé Polessa) de Robertão (Rômulo Arantes Neto) em Império, a trama das nove da Globo.

Foi cafetinando os filhos que Magnólia e Severo (Tato Gabus Mendes) começaram o folhetim, e desde então destacaram-se por uma história original, dentro de uma novela com enredos repetidos e tramas paralelas que não empolgam. O carisma dos atores também contribuiu para o sucesso e a autenticidade dos personagens.

A dupla vai contra tudo o que prega o bom senso: explora os filhos sexualmente, não tem o menor senso de noção, nem tampouco escrúpulos. Antes do amor, vem a conta bancária, pensam eles. Por tudo isso, poderiam muito bem ser os vilões da história, mas Magnólia e Severo caíram nas graças do público pelo tom cômico que a eles foi dado. De suas bocas, saem frases cortantes, nem sempre politicamente corretas, mas que fazem rir pelo absurdo.

Tamanha é a falta de pudor do casal que eles chegaram até mesmo a sofrer com a censura interna da emissora: diversos diálogos entre os dois foram cortados do roteiro original e cenas tiveram de ser refeitas.

Zezé Polessa já havia demonstrado sua veia cômica em outros trabalhos _Beleza Pura (2008), por exemplo_, mas Tato Gabus Mendes ganhou um presente do autor. É seu grande papel de destaque em anos de serviço prestados à televisão.

Dois encostados, Magnólia e Severo tiveram uma trajetória interessante: após explorar a sexualidade dos filhos em troca de uns trocados, principalmente sua “pintinha dos ovos de ouro”, como chamavam a filha Maria Isis (Marina Ruy Barbosa), os dois foram ganhando espaço dentro da história.

Magnólia chegou a aconselhar Maria Isis a engravidar do comendador José Alfredo (Alexandre Nero), mas o extorquiu com chantagens e foi capaz de colocar a própria filha contra o amor da vida dela.

Nesse meio tempo, um golpe de sorte (uma aposta certeira em um cavalo azarão) fez o casal ganhar novo status dentro do folhetim. Enriquecê-los foi uma ótima ideia. Mobilidade social sempre é uma maneira interessante de movimentar a trama e também aqueles que rodeiam os personagens.

Na tentativa de serem aceitos pela alta sociedade, Magnólia e Severo procuraram os serviços do cerimonialista Claudio Bolgari (José Mayer) e sua mulher, Beatriz (Suzy Rego), uma liga de tramas que Aguinaldo Silva soube fazer muito bem. Promoveram festas e encontros repletos de gafes: Magnólia não tem finesse alguma, fala alto, grita para quem quiser ouvir que já teve o apelido de Tanajura e não está nem aí se é julgada ou não. Para ela, plural é inexistente e o dinheiro que tem é suficiente para comprar o status que tanto quer.

Só que a boa vida está com os dias contados: Magnólia e Severo voltarão a ficar pobres, mas o caráter da dupla não vai mudar. Pelo sim e pelo não, continuarão divertindo o público. São, certamente, um ponto original e positivo dentro de Império.


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