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CONFIRA O FINAL

Reviravolta de 'quem matou' em A Favorita fez audiência da Globo disparar

DIVULGAÇÃO/TV GLOBO

Flora (Patricia Pillar) e Donatela (Claudia Raia) estão lado a lado, com semblante sério, olhando de frente para a tela do computador. Patricia Pillar está com as mãos na cintura, e Claudia Raia com os braços cruzados.

Flora (Patricia Pillar) e Donatela (Claudia Raia) são rivais na novela A Favorita (2009)

MATHEUS AZEVEDO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 23/5/2022 - 6h15

Substituta de Duas Caras na faixa de novela das nove da Globo, A Favorita quase virou o patinho feio da emissora quando estreou, em junho de 2008. Após sofrer com baixa audiência nos três primeiros meses e ter o domínio de ibope ameaçado por Os Mutantes: Caminhos do Coração (2008), da Record, a trama do então novato João Emanuel Carneiro conseguiu virar queridinha após uma reviravolta.

Para conseguir o milagre, o autor apostou na velha tática do "quem matou?" e em uma virada antecipada no folhetim, que está disponível no Globoplay e passou a ser exibido no Vale a Pena Ver de Novo na semana passada.

Quem matou Marcelo? 

O segredo sobre quem matou Marcelo (Flavio Tolezani) é o tema dos primeiros meses da trama. O público tem dificuldades para descobrir quem é a vilã, até ser surpreendido com a revelação: Flora (Patricia Pillar), que diz ser a vítima da história, na verdade, foi a responsável pelo crime. 

Nas cenas do episódio 56, Donatela (Claudia Raia) enfrenta a antagonista e a ameaça com uma arma. Com os nervos à flor da pele, Flora afirma que a mocinha não tem coragem de matá-la, uma vez que "não é uma assassina como ela".

Então, ocorre a virada na história e o público se envolve com a novela ao descobrir quem é a vilã. Carneiro alterou a lógica do gênero por não deixar claro quem seria a mau-caráter e a mocinha da produção logo no início.

Até a semana da revelação de que Flora é a vilã, A Favorita tinha dificuldades para ficar acima dos 40 pontos de forma regular, patamar considerado normal para os folhetins da época. No capítulo da reviravolta, o folhetim superou os 45 de média.

Ameaça da Record 

Os Mutantes: Caminhos do Coração estreou na mesma semana que a A Favorita. Para bater de frente com a Globo, a Record trocou os horários de suas produções: Amor e Intrigas (2008) foi transferida para 22h15, enquanto a novela de Tiago Santiago foi para 20h45.

Essa faixa da emissora de Edir Macedo estava impulsionada por Caminhos do Coração (2007), trama que marcou 23 pontos de média e 26 de pico em seu último capítulo, em uma segunda-feira.

Na noite seguinte, a Record lançou Os Mutantes, continuação da saga. De acordo com dados divulgados por Tiago Santiago em seu blog oficial, a trama registrou média de 24 pontos e picos de 27, contra 32 da história de A Favorita --até então, nunca uma novela havia se aproximado tanto da Globo em seu principal horário.

Reviravolta

A Favorita teve a pior estreia da história na faixa das nove, com 35 de média, tanto é que a obra passou por uma estratégia de relançamento dois meses depois. A revelação da vilã e da mocinha fez a trama voltar ao eixo e recuperar o público da faixa que tinha sido perdido, tanto é que o folhetim chegou ao fim com status de "novelão", apesar dos problemas com a audiência.

Mais de dez anos depois de seu encerramento, o folhetim passa longe de ser um dos maiores fracassos da faixa na história. João Emanuel Carneiro, em entrevista para o jornal Folha de S.Paulo na época, explicou que a novela sofreu para trazer inovação ao público.

"A maneira de contar a história foi a novidade. A trama evoluiu ao mesmo tempo em que os problemas eram encadeados, e os personagens iam se revelando de uma maneira sempre surpreendente. A narrativa foi subvertendo os mitos apresentados no início, como se fosse o reflexo contrário do espelho: a mocinha era a vilã, o homossexual gostava de uma mulher, o político corrupto encontra a redenção. Fugiu-se dos clichês". 

Sobre A Favorita

A Favorita (2009) mostra a rivalidade entre Flora e Donatela, que eram parceiras antigas da dupla sertaneja Faísca e Espoleta. Depois de cumprir uma pena de 18 anos de reclusão pelo assassinato de seu marido, Marcelo Fontini, Flora deixa a prisão. Ela busca provar a sua inocência, além de tentar a reaproximação da filha Lara (Mariana Ximenes), criada pela antagonista da trama. 

O elenco conta com nomes como Murilo Benício, Mariana Ximenes, Carmo Dalla Vecchia, Tarcísio Meira (1935-2021), Glória Menezes, Cauã Reymond, José Mayer, Claudia Ohana, Selma Egrei, Malvino Salva e Ary Fontoura. 


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