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APOCALIPSE

Record acelera o 'fim do mundo' em plena pandemia de coronavírus

MUNIR CHATACK/RECORD

O ator Guilherme Chelucci caracterizado com Lúcifer, com roupa preta de capuz, em cena de Apocalipse

Satanás (Guilherme Chelucci) é saudado pelo povo durante o armagedom em Apocalipse

DANIEL FARAD

Publicado em 17/5/2020 - 5h41

A decisão da Record em reprisar Apocalipse (2017) no meio de uma crise de saúde pública causou estranheza nas redes sociais. Considerado uma escolha de "mau gosto", o folhetim de Vivian de Oliveira sofre com cortes e edição acelerada enquanto o horário nobre da emissora enfrenta dificuldades em emplacar na audiência --a trama é freguesa de A Escrava Isaura (2004), reexibida pela quarta vez no período vespertino.

Diante dos crescentes números de óbitos causados pela pandemia de coronavírus (Covid-19), os internautas alegam falta de "sensibilidade" em reprisar uma história que fala justamente sobre o fim dos tempos, com direito a pragas e doenças inexplicáveis que ceifam a vida dos personagens durante a tribulação.

Com o armagedom como seu principal pano de fundo, a novela foi anunciada como uma superprodução pelo canal de Edir Macedo, mas atingiu índices bastantes tímidos e distantes de êxitos como Os Dez Mandamentos (2015) em sua exibição original. Vivian chegou a deixar a autoria da trama na época devido a interferências de Cristiane Macedo, hoje diretora de Dramaturgia.

A narrativa não emplacou nem na reprise, quando o público está trancado dentro de casa por causa das medidas de isolamento social; frequentemente, a audiência fica abaixo da média de 8 pontos marcada em sua exibição original.

Ao contrário de Fina Estampa (2011), em que Aguinaldo Silva já elogiou o corte de "gorduras", Apocalipse não se beneficia sequer de seu atual ritmo frenético. Em 2020, a história levou apenas 18 capítulos para mostrar o Arrebatamento, parte crucial da trama que foi exibida há três anos depois de 56 episódios.

REPRODUÇÃO/RECORD

Ricardo (Sergio Marone) em cena de Apocalipse (2017); vilão é responsável pelo fim do mundo


Juízo final

Nos intervalos comerciais, a Record anunciou o capítulo especial como o "grande momento" que antecede o domínio de Ricardo Montana (Sérgio Marone), o Anticristo. Mesmo com uma guerra a caminho, e vários efeitos especiais, a nova fase também não convenceu o público a acompanhar a narrativa.

Um dos principais empecilhos é justamente o corte de cenas e tramas que explicam os pormenores do juízo final, especialmente quando a principal referência é um dos livros mais herméticos e complicados da Bíblia. Até mesmo os compilados exibidos no início de cada capítulo são confusos e misturam acontecimentos já exibidos com outros que ficaram de fora.

Além de resumir dois meses de novela em três semanas, a Record enfrenta dificuldades ao ocupar com uma epopeia bíblica um horário até então dedicado a uma novela com toques de comédia romântica. Com as gravações paralisadas por conta da pandemia, Amor Sem Igual deixou mais saudades do que se imaginaria para os índices de audiência do canal.

Confira a repercussão sobre a trama nas redes sociais:

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