Méuri Luiza de Assis

Record contrata professora de escola de princesas da Universal para fazer novela

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A nova autora de novelas da Record, Méuri Luiza, em vídeo no YouTube em que fala a adolescentes sobre namoro - Rerodução/YouTube

A nova autora de novelas da Record, Méuri Luiza, em vídeo no YouTube em que fala a adolescentes sobre namoro

DANIEL CASTRO - Publicado em 16/04/2018, às 06h07

Autora de Heróis da Fé - A História de Rute, próxima minissérie bíblica da Record, Méuri Luiza Veldovello Assis é uma aposta de Cristiane Cardoso, filha de Edir Macedo e hoje nome forte na teledramaturgia da emissora. Méuri Luiza, como ela prefere ser chamada, frequenta a Igreja Universal desde a juventude, é casada com um pastor e tem orgulho de ser uma das professoras da Godllywood, a controversa escola de princesas que funciona no Templo de Salomão, em São Paulo.

A ex-obreira Méuri, de 45 anos, é o primeiro nome de um projeto de Cristiane Cardoso para colocar a dramaturgia da Record nas mãos de fiéis de Universal, de acordo com fontes próximas à religiosa, que pedem para não ser identificadas.

Mulher do bispo número da Universal atualmente, Renato Cardoso, com quem divide o programa de TV The Love School, Cristiane dá palpites nas novelas da Record desde Os Dez Mandamentos (2015), mas hoje é praticamente a autora de Apocalipse. Foram tantas as intervenções na novela que Vivian de Oliveira eliminou a obra da lista de seus trabalhos de sua autoria nas biografias em redes sociais.

Além de escrever A História de Rute, uma personagem do Velho Testamento marcada pela fidelidade à sogra crente em Deus, Méuri Luiza será uma das colaboradoras de Paula Richard em Jesus, a próxima novela bíblica da Record, com estreia prevista para o final de agosto.

Na minissérie, ela irá reescrever a história da bisavó do rei Davi. Nascida em uma família sem fé em Deus, Rute ficou viúva cedo. Ao invés de voltar para sua família de origem, foi trabalhar nos campos para sustentar a sogra, Noemi, desamparada.

Mais tarde, ela se casou novamente, com Boaz, e teve um filho, Obede, que viria a ser pai de Jessé, o progenitor de Davi, o rei de Israel.

Méuri Luiza é amiga de Cristiane Cardoso. Ela colabora com o blog da filha de Edir Macedo e divide com ela, uma vez por semana, classes na Godllywood.

Idealizado por Cristiane, o projeto desde 2015 ensina meninas de 6 a 14 anos a "ter bons modos e a ser hospitaleira", "a organizar um guarda-roupa, a se portar à mesa, a condicionar alimentos, cozinhar arroz, preparar salada, a limpar o quarto e a cozinha", segundo site oficial.

As alunas também recebem noções de finanças, aprendem a usar absorvente íntimo e ouvem sobre a importância de preservar a virgindade até o casamento.

RePRODUçÃo/godllywood

Méuri Luiza Assis, de azul, e Cristiane Cardoso, de colete, com professoras da Godllywood 

 "Muitas pensam que a menina que não é mais virgem é normal. Porém, mostramos que, além de sofrer ao se entregar para vários rapazes, existem outras consequências: uma gravidez precoce e indesejada, o abandono, ser mãe solteira, entre outras desilusões. Um homem que realmente ama não precisa pedir isso como prova de amor", disse Méuri Luiza em reportagem publicada pela Universal em 2015.

Em outro site da igreja liderada por Edir Macedo, em espanhol, Méuri Luiza e seu marido, o pastor Emerson Assis, relatam suas trajetórias dentro da igreja. Ela fala que ficou impressionada com a Universal porque sua avó encontrou a cura para uma doença que nenhum médico solucionava.

Ela conta também que a igreja a salvou do alcoolismo. "Tinha 17 anos e bebia para enfrentar o abismo que sentia. Meu pai era alcoólatra e, por isso, tinha acesso fácil às bebidas. Mas pedia todos os dias para conhecer o Deus da Universal e, no dia em que entrei na igreja, ao ler 'Jesus Cristo É o Senhor', fui libertada e nunca mais coloquei uma gota de bebida em minha boca".

Méuri conheceu o marido na igreja. Apesar de terem nascido no mesmo hospital e crescido na mesma rua de Paulínia, no interior de São Paulo, nunca tinham se percebido.

Pouco tempo depois de casados, eles abandonaram seus empregos (ela era professora e ele trabalhava em uma multinacional) para virarem obreiros. Em sua primeira missão, foram trabalhar em uma pequena igreja no interior de São Paulo em que tinham de dormir no chão, entre sapos e aranhas que invadiam o local.

Procurada, a Record não se manifestou sobre o assunto.

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