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NOVELA DAS NOVE

Marieta Severo se agarra a Um Lugar ao Sol para aplacar tristeza: 'Sabedoria de vida'

FOTO: FÁBIO ROCHA/TV GLOBO

A atriz Marieta Severo faz cara inexpressiva em foto do Imprensa Globo

Marieta Severo em foto de divulgação da Globo; atriz falou sobre trabalho em novela das nove

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 22/8/2021 - 11h51

Desapontada com o atual cenário brasileiro, Marieta Severo tem se agarrado à novela Um Lugar ao Sol, próximo folhetim das nove da Globo, que estreia em novembro. Na trama escrita por Lícia Manzo, a atriz interpretará Dona Noca, uma cozinheira humilde e batalhadora. "É o personagem mais positivo que já fiz. Ela tem muita sabedoria de vida", comemorou a veterana.

"[Dona Noca] Superou momentos difíceis e os transformou em coisas construtivas. Às vezes, estou com uma questão grave, leio o texto e penso: 'Que danada! Que bacana o que ela pensou diante disso'. Dona Noca sempre me resgata", explicou Marieta em entrevista ao jornal O Globo.

Recentemente, a artista estrelou o filme Noites de Alface, de Zeca Ferreira, um longa que fala sobre envelhecimento e perdas. "Sempre tive a tendência de achar que o momento em que estou é melhor. Que para frente só vai ficar pior (risos). Também acho que, em cada idade, você tem todas as outras", avaliou.

"Quando é jovem, tem momentos de velhice, de desânimo. Há dias em que estou com 20 ou 30, em outros, com 90", constatou a funcionária da Globo. 

No ano passado, a veterana de 74 anos contraiu a Covid-19 e teve medo de não sobreviver à doença que já matou mais de 570 mil pessoas no Brasil. "Vou ser intubada e morrer?", teria questionado a atriz a médicos quando soube que estava com 50% dos pulmões comprometidos.

Para Marieta, o governo é responsável pela tragédia que acomete o país, o que vem lhe provocando um baixo-astral constante. 

"Nunca tive uma angústia cívica tão profunda, apesar de ser de uma geração que viveu a Ditadura [1964-1985]. Sei o que é ter uma barreira diante dos sonhos, do melhor do país, impedindo a gente de florescer em plena juventude. Aqueles tanques na rua", se indignou ela em referência ao desfile de blindados realizado em Brasília em 10 de agosto. 

"Como alguém defende um regime que coloca um cano de descarga na boca de um jovem, arrastado em um quartel? Não acho que exista clima ou conjuntura internacional para um golpe, mas está tudo preparado para isso", protestou a atriz, relembrando o assassinato de Stuart Angel (1946-1971), filho da estilista Zuzu Angel (1921-1976), que era sua amiga. 

"Sou gata escaldada, né? Ter que voltar a lidar com esse medo é assustador. Essa ideologia que está dominando não só o Brasil, mas vários lugares, o desmonte das nossas conquistas, o retrocesso dos direitos trabalhistas, tudo que está sendo feito por debaixo do panos", lamentou. 

"A gente se perde diante dos absurdos. O que estará tramando Damares [Alves, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos]? Um negro [Sérgio Camargo] que demoniza negros na Fundação Palmares. Pessoas são escolhidas pelo viés ideológico e não pela capacidade de ocupar cargos. O país está desmoronando por dentro", avaliou a estrela de novelas. 

"Senti inveja de países que lidaram com a desgraça de forma, responsável, com orientações precisas e não com o uso político da tragédia. Esse acréscimo de desespero é imperdoável, matou muita gente", concluiu Marieta Severo, sem poupar o presidente Jair Bolsonaro.


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