NOVO MUNDO

Globo transforma reprise em Telecurso 2000 para evitar fiasco de trama histórica

RAFAEL CAMPOS/TV GLOBO

O ator Caio Castro com a farda da independência caracterizado como Dom Pedro 1º em cena de Novo Mundo

O ator Caio Castro em cena de Novo Mundo como o imperador Dom Pedro 1º: aulas de reforço

DANIEL FARAD - Publicado em 18/03/2020, às 05h19

Um dos bordões mais populares do Telecurso 2000 (1995-2014) cai como uma luva para descrever a reprise de Novo Mundo (2107) --que substitui Éramos Seis a partir do próximo dia 30. Ao fim das videoaulas, o público revia os principais conceitos assim que o narrador anunciava: "Se liga aí que é hora da revisão". Da mesma forma, a reapresentação do folhetim vai refrescar a cabeça das pessoas ao abordar os acontecimentos que antecedem Nos Tempos do Imperador.

Com a estreia adiada por conta da pandemia de coronavírus, a nova trama de Alessandro Marson e Thereza Falcão se passará cerca de 30 anos depois dos acontecimentos do da história anterior. O protagonista da nova produção, aliás, é o herdeiro de Dom Pedro 1º (Caio Castro) e Leopoldina (Letícia Colin).

Depois de duas décadas afastado das novelas, Selton Mello interpretará o Dom Pedro 2º de sua juventude até os últimos anos, quando já estará exilado na Europa após a proclamação da república no Brasil.

Nas primeiras chamadas da reapresentação, inclusive, a edição já deixou claro que os personagens de Caio Castro e Letícia Colin serão alçados aos papéis centrais. A mocinha original, Anna Millman (Isabelle Drummond), aparece de relance durante o comercial, enquanto o seu par romântico Joaquim (Chay Suede) sequer é citado.

Mais do que simplesmente aquecer o horário para a continuação de Novo Mundo, a emissora pretende realçar as memórias dos telespectadores sobre passagens históricas que serão importantes para a compreensão da próxima novela das seis. A chegada da família real portuguesa ao país em 1808, por exemplo, ganhou destaque nos primeiros teasers.

joão miguel junior/tv globo

Dom Pedro 1º (Caio Castro) e Leopoldina (Letícia Colin) em Novo Mundo: novela está de volta


Livros de história

O canal carioca quer evitar que o forte embasamento histórico de Nos Tempos do Imperador afaste o público, assim como aconteceu com Os Dias Eram Assim (2017). A novela de Angela Chaves e Alessandra Poggi encontrou dificuldades diante do pouco conhecimento dos telespectadores em relação à Ditadura Militar (1964-1985), ainda que o regime tenha acabado há apenas 35 anos.

Responsável pela adaptação de Éramos Seis, Angela ficou tão traumatizada com as parcas informações dos brasileiros acerca da própria história que não repetiu o erro no remake da história de Lola (Gloria Pires). Os aspectos políticos da Revolução Constitucionalista de 1932 foram colocados de lado para focar em cenas de trincheiras e nos protestos que culminaram na morte de Carlos (Danilo Mesquita).

Apesar de pegar o público com os acontecimentos de Novo Mundo ainda frescos na cabeça, Nos Tempos do Imperador vai ter o desafio de passear por diversos eventos históricos não tão conhecidos quanto o Grito do Ipiranga, em que Dom Pedro 1º supostamente teria libertado o Brasil das instituições coloniais de Portugal em 7 de setembro de 1822.

JOÃO MIGUEL JUNIOR/TV GLOBO

O imperador Dom Pedro 2º (Selton Mello) e Teresa Cristina (Letícia Sabatella) na nova novela


Do Império à República

O primeiro desafio de Alessandro Marson e Thereza Falcão em Nos Tempos do Imperador será destrinchar o Golpe da Maioridade, em que Dom Pedro 2º assumiu o Segundo Reinado com apenas 15 anos em 1840.

Das revoltas regenciais, o público pode até conhecer a Revolução Farroupilha (1835-1845) de A Casa das Sete Mulheres (2003). Mas Cabanagem (1835-1840), Sabinada (1837-1838) e Balaiada (1838-1841) ainda são desconhecidas por muitos.

Curiosamente, a Revolta dos Malês (1835) foi citada no capítulo de segunda-feira (16) de Amor de Mãe, durante uma das aulas de História do substituto de Camila (Jéssica Ellen), Felipe (Raphael Logam).

A trama deve ficar mais clara para o grande público a partir da Guerra do Paraguai (1864-1870) e da Abolição da Escravatura (1888). A Lei Áurea, inclusive, deve aparecer só nos últimos capítulos, já que a economia do Império do Brasil era baseada em mão de obra escrava. A república seria instaurada apenas um ano depois, em 1889.


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