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INDICADA PARA 14 ANOS

Globo prepara faca para decepar violência e banho de sangue de Paraíso Tropical

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Wagner Moura como Olavo em cena da novela Paraíso Tropical, no Vale a Pena Ver de Novo

Olavo (Wagner Moura) em Paraíso Tropical: vilão protagoniza cenas de violência na novela da tarde

IVES FERRO

ives@noticiasdatv.com

Publicado em 28/11/2023 - 8h00

Paraíso Tropical estreou no Vale a Pena Ver de Novo na segunda (27), em uma dobradinha com a reta final de Mulheres Apaixonadas. Assim como a trama de Manoel Carlos, o folhetim exibido pela primeira vez em 2007 também foi ao ar originalmente na faixa das 21h. Mas a novela de Gilberto Braga (1945-2021) e Ricardo Linhares traz como marca um excesso de violência --empecilho daqueles para a Globo na reexibição da história no horário da tarde.

O Vale a Pena Ver de Novo é hoje classificado para maiores de 14 anos, por conta de "linguagem imprópria e violência". A reprise de A Favorita (2008), no ano passado, foi a responsável por inaugurar a nova classificação para a faixa vespertina, que até Avenida Brasil (2012) segurava a indicação para 12 anos.

Nos 179 capítulos de Paraíso Tropical, o público acompanha a história do trio de protagonistas Paula (Alessandra Negrini), Daniel (Fábio Assunção) e Olavo (Wagner Moura). Mas a corrupção, a ganância e o crime fazem parte das tramas paralelas que envolvem o bordel comandado por Jáder (Chico Diaz) e a milícia de Cadelão (Ed Oliveira).

A novela teve boas sequências que prenderam o público diante da televisão, porém o banho de sangue é até hoje lembrado pelos telespectadores. Uma das cenas mais chocantes foi a morte de Telma (Isis Valverde), personagem que teve pouco tempo de tela. Depois de roubar dinheiro de Jáder, a mocinha acaba perseguida por bandidos, cai de um viaduto e morre.

A sequência não seria tão impactante sem o modo com que a tragédia foi exibida. A direção crua e realista de Dennis Carvalho mostrou em detalhes o momento em que Telma tenta recuperar uma bolsa pendurada em arames no viaduto, perde o equilíbrio e desaba no asfalto. A câmera focou na expressão da moça, de olhos arregalados, com uma poça de sangue ao redor da cabeça.

Já Joana (Fernanda Machado) carrega uma história de violência física e psicológica. No meio da novela, ela descobre que não é filha biológica do ricaço Heitor (Daniel Dantas), e sim do cafetão Jáder. Ela decide se tornar garota de programa de Cadelão (Ed Oliveira), o rival de seu pai de sangue, para confrontá-lo. O plano dela, no entanto, sai pela culatra.

Desesperada por não conseguir levar adiante a vida de prostituta, ela leva Cadelão a ter muito prejuízo com seus clientes. O homem se enfurece, encurrala Joana em um beco e dá socos violentos no rosto dela. Jáder consegue chegar a tempo e liberta a filha das garras do rival. Eles trocam tiros, e Cadelão é morto a disparos na frente de todos.

Jáder também não economizou na violência contra suas "funcionárias". O cafetão começa a se irritar com os golpes de Bebel (Camila Pitanga) e a usa como saco de pancadas. Em uma das cenas, ele dá tapas e socos na mulher enquanto ela pede insistentemente para que o chefe pare. A presença da violência contra a mulher em tantos aspectos reproduz comportamentos considerados "comuns" para a época da exibição original, mas que não passariam despercebidos na reprise.

Mais um banho de sangue acontece na reta final de Paraíso Tropical, com o acerto de contas entre os irmãos Olavo e Ivan (Bruno Gagliasso), vilões da história. É justamente nessa cena que o amante de Bebel revela que foi ele quem orquestrou o assassinato de Tais (Alessandra Negrini), a gêmea do mal de Paula.

Revoltado com Olavo, Ivan dá um tiro no peito do antagonista, que deixa um rastro de sangue na parede. Em seus últimos segundos de vida, o bandido consegue pegar uma arma que estava ao seu lado e também dispara contra Ivan. O caçula desmaia nos braços de Daniel e morre.


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