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REYNALDO GIANECCHINI

Apedrejado em Laços de Família, ator sobrevive às críticas: 'Ano mais difícil da vida'

DIVULGAÇÀO/TV GLOBO

O ator Reynaldo Gianecchini de smoking como o Edu posa com Vera Fischer com roupa de noite como Helena em cena de Laços de Família

Edu (Reynaldo Gianecchini) e Helena (Vera Fischer): ator virou galã da noite para o dia

DANIEL FARAD, do Rio de Janeiro

Publicado em 3/9/2020 - 14h03

Depois de 20 anos, Reynaldo Gianecchini ainda se surpreende por ter sobrevivido às críticas ferrenhas a sua estreia em Laços de Família (2000). Ele assume que realmente era muito "verde" no papel do protagonista Edu, mas não esperava por tantas pedras. "Foi um ponto de amadurecimento pessoal, o ano mais difícil da minha vida", revela.

A trama representa uma virada na sua carreira, quando trocou as passarelas pela televisão para fazer par romântico com Vera Fischer --ainda cercada pela aura de "mito" das telenovelas. "Poderia ter sido o fim. Eu poderia ter sido escorraçado, mas tive a sorte de continuar. Hoje, vejo que abriu muitas portas", avalia ele em entrevista ao Notícias da TV.

Após uma infância no interior, e assumidamente tímido, ele se viu alçado ao posto de galã apenas um dia após a estreia do folhetim de Manoel Carlos. "Eu passei três meses gravando no Leblon, e as pessoas achavam que eu era um contrarregra. Depois que a novela foi ao ar, comecei a existir", relembra o intérprete.

A fama foi uma espécie de faca de dois gumes para o paulista. "Quando a gente é jovem, pensa em todo momento em como se destacar, não ser só mais um. Só que foi a época em que eu fui mais assediado na minha vida. As mulheres queriam me agarrar, me puxar. Até a vizinha que nem olhava na minha cara ia na porta da casa dos meus pais gritar por mim. Virei um ET", pondera.

Aos 47 anos, ele acha que apenas hoje teria cabeça para passar por um processo tão intenso. "Na época, era difícil. Rolava na imprensa, na mídia em geral, várias histórias me machucavam. Aos 20 [anos], a gente dá muito peso a coisas que não precisa dar, ainda mais em um país em que as pessoas dão sua opinião e se esquecem que há um ser humano ali", diz.

Nos bastidores, no entanto, Gianecchini afirma que não encontrou qualquer clima de hostilidade, ao contrário do que relatam diversos iniciantes na profissão. "Eu nunca senti nada de ruim, sempre fui abraçado por todo mundo. Não tenho uma história para contar sobre alguém que achava que eu não ia dar certo", afirma o artista.

Ele até hoje é grato por ter sido recebido de braços abertos por Marieta Severo na produção que voltará ao Vale a Pena Ver de Novo na segunda (7). "Até hoje eu peço desculpas a ela, porque aguentou muita coisa (risos). Quando nos reencontramos em Verdades Secretas [2015], até falei que não ia dar mais trabalho", diverte-se.

Reynaldo acredita que a reprise fará com que ele o seu primeiro trabalho de outra maneira. "Eu vou ver as barbaridades da verdice do meu trabalho, mas não vou ficar me batendo com um chicote. Eu vou ver os acertos também. Foram bem poucos, mas eles existem", entrega o galã.

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