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CRISE SEM FIM

TV paga perde quase 100 mil assinantes mesmo na quarentena e com canal grátis

Divulgação

Homem está diante de uma smart TV, observando a programação disponível

Clientes têm cancelado suas assinaturas de TV paga mesmo durante a quarentena e com sinal liberado

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 30/4/2020 - 19h22

A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) forçou a população a ficar em casa, e as operadoras de TV paga até liberaram os sinais de seus canais premium, mas nem isso estancou a crise do mercado. Em março, primeiro mês em que o isolamento social passou a valer, quase 100 mil clientes romperam seus contratos.

Segundo dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) divulgados nesta quinta (30), em um mês 93.260 assinantes decidiram cortar o cabo --uma média de 3 mil contratos por dia, ou de 125 por hora.

Com isso, o Brasil fechou março com 15.378.384 clientes. É o pior índice desde agosto de 2012, quando a TV paga, então em rápida expansão, havia registrado 15.122.703 assinantes. Agora, acumula quedas sucessivas desde julho de 2018.

A crise do mercado, uma das piores de sua história, parecia ter arrefecido em fevereiro, quando havia perdido "apenas" 69.724 contratos, contra 244.912 no mês anterior. Mas o alívio das operadoras durou pouco, já que nem a liberação de canais como Telecine e HBO foram suficientes para manter seus clientes.

O número de assinantes deve cair ainda mais agora que o "presente" das operadoras a seus assinantes está sendo cortado --as duas marcas citadas acima já não estão mais disponíveis gratuitamente, e outros canais como Lifetime, Paramount e Discovery Science devem acabar com a mamata às 23h59 do próximo dia 10, como apontou o colunista Ricardo Feltrin, do UOL.

Quando considerados os dados dos últimos 12 meses, a TV por assinatura sofreu um duro baque: foram 1.873.172 clientes que cortaram o serviço, ou quase 11% da base registrada em março de 2019. Ou seja: em um ano, um de cada dez assinantes abriu mão de ter canais pagos em suas residências ou negócios.

Chama a atenção, porém, que alguns Estados seguiram movimento contrário ao do Brasil todo e registraram crescimento de clientes no último mês. Minas Gerais, terceiro maior mercado do país, foi um deles; teve um aumento discreto, de 0,4%. Bahia (0,3%), Maranhão (0,6%), Piauí (0,6%), Rio Grande do Norte (0,3%) e Sergipe (1,2%) também ganharam assinantes nos 31 dias de março.


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