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RESERVA IMOVISION

Plataforma com filmes cult surge como alternativa a gigantes do streaming

DIVULGAÇÃO/HB FILMS

Raul Julia e Sonia Braga em cena de O Beijo da Mulher-Aranha

Raul Julia e Sonia Braga em O Beijo da Mulher-Aranha, filme que estará na nova plataforma

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 19/4/2021 - 14h10

Como Netflix e Prime Video têm investido cada vez mais em produções próprias, virou tarefa quase impossível encontrar nos serviços de streaming aqueles filmes alternativos, que apareceram nos grandes festivais de cinema, ou um longa mais antigo, do tipo que era preciso revirar o acervo das locadoras para alugar. O cenário deve começar a mudar nesta quarta (21), com o lançamento da plataforma Reserva Imovision.

O novo serviço, como indica o nome, carrega o selo das salas de cinema Reserva Cultural (com programação alternativa à dos megaplexes nos shopping centers) e o da distribuidora Imovision, conhecida por seus lançamentos que fogem dos blockbusters milionários.

Para o francês Jean-Thomas Bernardini, dono do Reserva e da Imovision, a expectativa é de que a novidade não seja encarada como "mais uma plataforma de streaming" no meio de tantas. "Espero que não seja só mais uma, senão a gente nem teria lançado. Como o Reserva Cultural não é só mais uma sala de cinema. Espero que seja diferente", discursou ele na manhã desta segunda (19), durante apresentação do projeto à imprensa.

O Notícias da TV teve acesso antecipado à plataforma, cuja interface é similar a de outros serviços disponíveis. O diferencial é mesmo o catálogo: em meio a categorias tradicionais como drama, comédia, suspense e romance, há destaque para filmes que participaram dos festivais de Veneza, Berlim e Cannes, além de outras menos comuns, como longas com crítica social, dirigidos por mulheres, LGBTQ+, cinema judaico e cicatrizes da guerra.

Também há classificações por região, com direito a produções brasileiras, francesas, nórdicas, latino-americanas, asiáticas, argentinas e até iranianas. Chama a atenção também a seção "proibido para menores", com filmes como Love (2015), do polêmico Gaspar Noé.

A reportagem ainda encontrou no catálogo clássicos como O Beijo da Mulher-Aranha (1985) e Pixote: A Lei do Mais Fraco (1981), ambos dirigidos por Héctor Babenco (1946-2016), o documentário O Sal da Terra (2014), indicado ao Oscar e com foco no trabalho do fotógrafo Sebastião Salgado.

A proposta da Reserva Imovision, porém, não é apenas recuperar clássicos que não estão em nenhum outro streaming. Toda semana lançamentos inéditos entrarão no catálogo da plataforma --segundo Bernardini, a ideia é que sejam "filmes inteligentes", independentemente da época ou do gênero.

"A gente busca o equilíbrio. Eu sou, antes de qualquer coisa, um espectador. E não gostaria de assinar uma plataforma que tenha 90% de clássicos e nada novo, nem outra que só tenha coisas novas e nada de clássicos. Tem que agradar ao máximo de pessoas que gostam de filmes inteligentes, sejam novos, velhos, documentários ou ficções", explicou.

Na busca pelo tal equilíbrio, o catálogo também contará com séries alternativas. No lançamento, serão três produções: Os Luminares (com Eva Green), Mistérios de Paris e História da Alimentação no Brasil (de Eugenio Puppo). Novas produções serão adicionadas todos os meses --a estreia de maio será a clássica Berlin Alexanderplatz (1980), por exemplo.

O streaming vai matar o cinema?

Bernardini também foi rápido para afirmar que não acredita na morte do cinema por causa do rápido crescimento dos serviços de streaming ou da pandemia. "Eu acredito muito no futuro do cinema, que já passou por crises muito piores. É muito diferente você ir ao cinema, numa sala escura, essa sensação é insubstituível. Mas, obviamente, vai depender também do Brasil e do estado das salas quando tudo reabrir", ressaltou.

"O Reserva Cultural está parado. Nós não temos patrocínio, não tivemos ajuda. Mas toda sala que faz viver o cinema independente está sofrendo muito durante a pandemia, é muito grave a situação", admitiu.

"A gente está lançando a plataforma como uma extensão do cinema, não um concorrente. A sobrevivência das salas vai depender dos filmes, de os grandes distribuidores colocarem os filmes certos na época certa. Mas a sala de cinema não é a grande vilã [da pandemia], se todo mundo respeitasse as regras, não ia precisar dizer só coisa ruim do cinema."

Quanto vai custar a assinatura?

A Reserva Imovision não vai ser a plataforma mais barata do mercado --com seu acervo alternativo, nem poderia. A assinatura mensal sairá por R$ 24,50, e o plano anual por R$ 245. Como promoção de lançamento, quem fechar o pacote do ano todo logo no primeiro mês pagará R$ 211.

Também é possível alugar os filmes individualmente, sem uma assinatura. A locação sai por R$ 10,90 por título e é válida durante 72 horas --nesse período, o locatário pode assistir ao longa quantas vezes quiser.

A plataforma também permite o download do catálogo para que o filme ou série seja assistido posteriormente, offline, sem comprometer a qualidade da transmissão.


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