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NA HBO MAX

Fora da Globo, Silvio de Abreu usa talento em novelas para 'chamar dinheiro'

REPRODUÇÃO/WARNERMEDIA

Silvio de Abreu em vídeo institucional da WarnerMedia: ator está com camisa azul, óculos e olha para frente

Silvio de Abreu em vídeo institucional da WarnerMedia: autor trabalha na HBO Max como líder de telesséries

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 11/11/2021 - 20h28

Ex-chefe de Dramaturgia da Globo, Silvio de Abreu usou seu talento como novelista para chamar a atenção de possíveis anunciantes para a HBO Max. Nesta quinta (11), o novo showrunner do núcleo de telesséries da plataforma de streaming deu dicas de como incluir uma marca dentro de uma narrativa ficcional em um institucional da WarnerMedia.

Em outubro deste ano, Abreu foi anunciado como o mais novo funcionário do conglomerado de mídia. O ex-autor da Globo chegou no streaming para produzir novelas curtas e trouxe consigo duas peças importantes da emissora, Monica Albuquerque e Edna Palanatik.

No vídeo da WarnerMedia, Silvio de Abreu contou que o fator realidade precisa ser considerado no momento em que o merchandising acontece nas novelas. Caso não seja, o espectador não acreditará na mensagem.

O ex-autor da Globo ainda citou um exemplo de quando teve que escrever uma cena patrocinada no último capítulo de uma trama. O roteirista usou o artificio de um encontro romântico entre dois desconhecidos como plano de fundo para uma ação de cartão de crédito. 

Coloquei essas duas pessoas em um restaurante em Toscana. Elas não se conheciam, ambas pagavam com cartão. O garçom se confundia e os trocava. Assim, eles se viam e destrocavam. Com isso, fiz a junção entre os dois personagens, mostrei a marca e dei um contexto absolutamente natural.

Transformação no gênero

Abreu também pontuou que, no decorrer dos anos, o público passou a buscar um novo perfil na dramaturgia. Se antes o espectador queria acompanhar personagens intocáveis, essa predileção caiu por terra por conta da onda dos reality shows. 

"Os realities mudaram muito a concepção de o que as pessoas querem ver na televisão. Primeiro, era uma coisa mais idealizada, as mulheres tinham que ser perfeitas e os homens tinham que ser muito idealizados, muito bonitos, muito arrumados", disse o diretor do núcleo de telesséries.

Programas como o BBB mostram falhas dos seus participantes, e essa estratégia do gênero criou uma cultura de empatia entre o público e os competidores. Assim, diz Abreu, o público que se via nesses títulos também passou a torcer para ser reconhecido nos produtos de ficção. 

Os realities mostraram que o que as pessoas querem ver na tela são eles mesmos, são seus iguais, e a possibilidade de ele como pessoa participar desse mundo que a novela cria.

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