MISTÉRIO DO PATRÃO

Silvio Santos revela o maior arrependimento de sua vida: 'Imperdoável'

Lourival Ribeiro/SBT

Silvio Santos durante edição da campanha beneficente Teleton: passado causa lamento, revela livro - Lourival Ribeiro/SBT

Silvio Santos durante edição da campanha beneficente Teleton: passado causa lamento, revela livro

LUCIANO GUARALDO - Publicado em 27/09/2018, às 07h02

Silvio Santos tem sido muito criticado pelos comentários machistas, gordofóbicos e sem noção que solta no seu programa dominical. O dono do SBT, no entanto, tem um grande arrependimento, que ele mesmo define como "uma das coisas imperdoáveis que fez". E o que causou tanto pesar no comunicador? Ter escondido do público a sua primeira mulher, Maria Aparecida Vieira Abravanel, a Cidinha.

Silvio só abriu o jogo sobre o casamento em 1988, mais de uma década após a morte de Cidinha, em decorrência de um câncer. Na ocasião, ele já estava casado havia dez anos com Iris Abravanel e confessou que preferiu manter o primeiro casório em segredo para que as fãs não perdessem o interesse nele.

"Quando eu me lembro da minha mulher que morreu, e quando eu me lembro que eu dizia que era solteiro... Quando eu me lembro que eu escondia as minhas filhas para poder ser o galã, para poder ser o herói... Quando eu falo com a minha consciência, eu acho que é uma das coisas imperdoáveis que eu fiz, diante da minha imaturidade", discursou ele no Programa Silvio Santos de 21 de fevereiro de 1988.

A história é contada no livro Topa Tudo por Dinheiro - As Muitas Faces do Empresário Silvio Santos, recém-lançado pelo jornalista Mauricio Stycer, colunista do UOL. A obra conta outros casos curiosos, como quando o comunicador salvou a Globo da falência, a disputa com a rival pelo passe de Gugu Liberato no fim dos anos 1980 e até a história por trás da célebre capa da revista Melodias que mostrou Silvio careca.

O lamento por ter ocultado a própria mulher da vida pública chama a atenção por mostrar um lado de Silvio Santos que poucos veem. Stycer recupera uma reportagem da Folha de S.Paulo de 30 de abril de 1977, uma semana após a morte de Cidinha Abravanel, que fala sobre "o segredo" do animador.

O casal Cidinha Abravanel e Silvio Santos (Foto: João B. da Silva/Reprodução/Renato Parada)

"A morte desta mulher que ninguém conheceu foi tão envolta de mistério quanto sua vida [...]. Agora, a misteriosa noiva Cidinha não necessita mais esconder-se. O sorriso do animador, por muito tempo, deverá ser forçado", escreveu a colunista Helena Silveira na publicação.

Em 1969, já casado, Silvio deu uma entrevista ao jornalista Décio Piccinini em que justificava que o casamento derrubava a popularidade de um artista. "As moças que vão ao auditório e fazem desses cantores verdadeiros ídolos não admitem que eles se casem", começa Silvio, que cita nomes como Ronnie Von e Roberto Carlos como artistas que entraram em decadência após se casarem.

"As moças acham detestável aplaudir, gritar, chorar, pular, festejar alguém que pertence a uma outra. Isso toca no amor-próprio da mulher. Acham ridículo e até humilhante bater palmas para um homem que vai chegar em casa e vai beijar e abraçar outra", explicou ele a Piccinini, então jornalista da revista A Crítica.

O arrependimento com Cidinha fez Silvio tomar atitudes bem diferentes com a segunda mulher, Iris Abravanel. Ele não apenas fala abertamente sobre o casamento, como a contratou para escrever novelas no SBT _ela é a responsável pelo investimento da emissora em tramas infantis, como Carrossel (2012) e Chiquititas (2013). Também é a autora principal do atual fenômeno As Aventuras de Poliana.

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