PROBLEMA VIP

Reynaldo Gianecchini vence processo de R$ 40 mil após perrengues em evento

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

O ator Reynaldo Gianecchini em depoimento para o Domingão da Faustão, da Globo, em 2019

Reynaldo Gianecchini recorreu à Justiça contra uma empresa que o contratou para fazer presença VIP

LI LACERDA e VINÍCIUS ANDRADE - Publicado em 29/05/2020, às 06h57

Reynaldo Gianecchini venceu uma ação contra a Inoar Cosméticos. No processo, já em fase de cumprimento de sentença, o ator alega que enfrentou perrengues durante uma presença VIP na Beauty Fair 2013, um evento do mercado de beleza. Ele ainda aponta que foi alvo de injúria e difamação por parte do presidente da companhia. A decisão do juiz Rodrigo Galvão Medina, da 9ª Vara Cível de São Paulo, condena a Inoar a pagar R$ 40 mil de multa, com juros e correção monetária.

O processo transitou em julgado (quando não há mais possibilidade de recursos) em janeiro. O julgamento aconteceu à revelia --ou seja, a empresa que foi alvo da ação não apresentou a defesa no período estipulado. Agora, Gianecchini aguarda a empresa desembolsar o valor determinado pela Justiça.

Em nota ao Notícias da TV, a Inoar contesta a decisão, "pondera que tomou conhecimento do processo recentemente" e que, por isso, discorda do julgamento à revelia. Além disso, refuta as reclamações do ator e diz que o departamento jurídico tomará as "medidas mais apropriadas".

Gianecchini procurou a Justiça para reclamar que a marca de produtos de beleza havia descumprido o horário combinado para a presença VIP no estande, que seria das 10h45 às 11h45 de 9 de setembro de 2013. Um carro deveria buscá-lo em casa às 10h daquele dia, mas o veículo teria aparecido apenas às 11h05.

Segundo as indicações no processo, a chegada ao local aconteceu apenas às 13h15. O atraso obrigou o artista a remanejar compromissos, em especial os ensaios para a peça teatral A Toca do Coelho, que entrou em cartaz naquele mês.

De acordo com a defesa de Gianecchini, o deslocamento deveria ser realizado em um veículo de luxo, com ar-condicionado e motorista exclusivamente para ele e um acompanhante. Mas o problema é que "terceiros estranhos ao contrato" dividiram o automóvel sem a autorização prévia do ator.

Injúria e difamação

Além desses problemas, Giane anexou na petição um post feito no Facebook de Alexandre Nascimento Manoel, presidente da empresa. Na publicação, o executivo escreveu que o ator era "arrogante", "falso" e "sem um mínimo de humildade".

"Quando se apagam os holofotes, se transforma em um arrogante, egocêntrico, que mal sabia o nome da empresa que estava pagando seu cachê de 40 mil reais por meros 15 minutos", reclamou ele na publicação.

A polêmica veio à tona pela jornalista Fabíola Reipert, da Record. O post foi apagado no mesmo dia, e a Inoar mandou uma explicação para a "venenosa". Leia abaixo:

"Os comentários postados no Facebook do presidente da empresa, sr. Alexandre Nascimento, sobre a presença VIP do ator Gianecchini no estande da Beauty Fair 2013, não foram de sua autoria. Um funcionário, braço direito do presidente, não satisfeito com o clima no estande, se apoderou de seu celular no final da noite e postou os devidos comentários.

Alexandre Nascimento, assim que tomou conhecimento dos fatos, solicitou ao RH da empresa que tomasse as providências cabíveis junto ao funcionário. E acrescentou que nada tem de pessoal contra o ator, e que inclusive sempre teve uma boa relação profissional e pessoal com alguns atores e profissionais, que já prestaram trabalhos para a Inoar".

A explicação, no entanto, não foi suficiente para o ator nem para a Justiça, que acatou as reclamações de Gianecchini. O juiz da 9ª Vara Cível de São Paulo entendeu que essa exposição "gerou repercussão negativa para a imagem do artista".

"Tenho como verdadeiros todos os fatos trazidos pelo autor em sua petição inicial", explicou Rodrigo Galvão Medina na decisão, que determina "cobrança de multa compensatória e irredutível no valor do contrato [R$ 40 mil], acrescida de correção monetária e juros legais, além de requerer a condenação da ré [Inoar] em custas processuais e honorários. Devidamente citada, a ré ficou inerte".

A defesa de Reynaldo Gianecchini não respondeu aos contatos da reportagem até a publicação deste texto. Leia abaixo, na íntegra, a nota da Inoar explicando que recorrerá contra a decisão:

"Primeiramente, a empresa pondera que tomou conhecimento do processo recentemente e que este caso já foi endereçado ao departamento jurídico da empresa, para tomada das medidas mais apropriadas.

Entretanto, de antemão, a empresa já se posiciona no sentido de que discorda da revelia decretada nos autos, bem como dos fundamentos apresentados pelo autor quando da propositura desta demanda, e que a respectiva argumentação será apresentada oportunamente por seu departamento jurídico nos autos."

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