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DESABAFO

Paulo Vieira assume que teve criação machista: 'Meu pai não me abraçava'

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Imagem de Paulo Vieira no quadro Como Lidar?, do Fantástico

Paulo Vieira no quadro Como Lidar?, do Fantástico; humorista relembrou criação machista que teve

REDAÇÃO

Publicado em 4/8/2020 - 9h59

Paulo Vieira assumiu que teve uma criação machista e contou detalhes da infância no Tocantins. Em entrevista para a rádio Kiss FM na segunda (3), o humorista, que hoje mora em São Paulo, afirmou que está em processo de evolução: "Tento ser o melhor cara que eu consigo. Sou de uma criação machista, em que meu pai não me abraçava".

"Sou brother das mulheres, sempre tive muita amiga, sempre me interessei pelo universo das mulheres, sou um grande fã da minha mãe", assegurou. Ao relembrar a relação que teve com o pai, Vieira afirmou que procura ser diferente do que aprendeu. "Tento não ser escroto, tento não forçar a barra, não manipular", disse.

"O masculino que agride, ofende, trava e não acolhe, não cabe mais na sociedade. A gente está nesse processo. Acredito que a gente terá um país melhor", continuou ele, ao afirmar que a masculinidade está atravessando um momento de crise na sociedade. "Acredito nas evoluções e revoluções. Os homens estão se perguntando o que é ser homem e qual o papel do masculino", refletiu.

O humorista ainda afirmou que, por causa da sua busca por evolução, não se ofende com os questionamentos sobre sua sexualidade. "Não é demérito perguntar se sou gay. Nunca me ofendeu perguntas se sou gay. A masculinidade não está em você não chorar, em não lavar louça, em não demonstrar sentimentos", declarou.

Ao relembrar a infância, Paulo revelou que seu processo de amadurecimento começou aos nove anos, quando a mãe foi diagnosticada com síndrome do pânico. "Comecei a fazer personagens para ela se entreter e ir se livrando da síndrome do pânico. Foi a maneira que a gente encontrou, porque não tinha dinheiro para comprar remédio", contou.

"Aos nove anos era eu quem lavava, passava, cozinhava, levava e buscava meu irmão na escola. Sempre soube que queria ser artista, não necessariamente trabalhar com o humor. Palmas [no Tocantins] tem uma cena de teatro meio complicada, então foi com o stand-up que comecei", explicou ele.

O humorista hoje comanda o quadro Como Lidar?, no Fantástico, que aborda a quarentena em função da pandemia da Covid-19. "O quadro teve uma primeira temporada muito legal. Saí do Tocantins, no interior do Brasil, e ocupar um espaço que já foi de Chico Anysio, Denise Fraga é um motivo de honra", comemorou.

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