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FASE RUIM

Nego do Borel é vaiado por foliões e boicotado em blocos do Carnaval de SP

REPRODUÇÃO/YOUTUBE

Nego do Borel em cena do clipe Esqueci Como Namora; cantor virou inimigo da comunidade LGBT+ - REPRODUÇÃO/YOUTUBE

Nego do Borel em cena do clipe Esqueci Como Namora; cantor virou inimigo da comunidade LGBT+

GABRIEL PERLINE

Publicado em 7/3/2019 - 5h13

Não é o tempo que vai acabar com o ranço que a comunidade LGBT+ criou contra Nego do Borel. No Carnaval de São Paulo, o funkeiro foi vaiado pela multidão que seguiu o Bloco das Gloriosas, da cantora Gloria Groove, e boicotado pelos organizadores e DJs dos grandes trios elétricos que tomaram as ruas da cidade.

No domingo (3), a música Me Solta foi apresentada por uma das DJs do Bloco das Gloriosas --que atraiu 1 milhão de pessoas na região central da cidade--, mas uma vaia em coro tomou conta do local, rejeitando o artista.

"Não toco mais as músicas de Nego do Borel por ser alguém que não me representa, não representa a minha comunidade e tenta se apoiar nela apenas por razões financeiras. A gente, como grupo, tem que se unir e parar de dar atenção pra quem só está pela gente quando os holofotes estão acesos", disse ao Notícias da TV o produtor de TV e DJ Ciro Iadocico, que tocou no bloco Pop Como Te Gusta.

"Não toco as musicas do Borel por um motivo bem óbvio: por ser um LGBT+ e lutar pelas causas. As atitudes recentes do Nego foram lamentáveis, indo totalmente na contramão de tudo o que acredito e espero de um artista como ele. Musicalmente, eu gosto do trabalho, mas tem um monte de gente ótima por aí, e eu posso substituí-lo por artistas que dão voz e representam melhor", justificou Bruno Legítimo, designer e DJ dos blocos Domingo Ela Não Vai e Meu Santo É Pop.

O funkeiro caiu em desgraça com a comunidade LGBT+ após chamar a youtuber transexual Luisa Marilac de "homem gato" em resposta a uma mensagem elogiosa que ela lhe havia feito. O comentário, publicado no início de janeiro, foi classificado como um ato de transfobia.

Antes disso, ele já havia despertado a ira da comunidade ao publicar uma foto ao lado do então candidato à Presidência Jair Bolsonaro. Após ser atacado, lançou o clipe de Me Solta, no qual aparece vestido de mulher e beija um rapaz na boca, numa tentativa de fazer as pazes com os gays.

Em festas e em casas noturnas voltadas ao público LGBT+, as músicas de Borel já foram canceladas das playlists dos DJs. No Carnaval, não foi diferente.

Blocos que arrastaram multidões para as ruas, como Agrada Gregos, Domingo Ela Não Vai, Minhoqueens, Será Que É? e A Madonna Está Aqui, ignoraram o repertório do funkeiro, que no passado era bastante explorado por seus DJs.

"Os DJs são livres para tocarem o que quiserem. Acredito que não houve nenhuma conversa para ninguém tocar Nego do Borel no Carnaval. Esse boicote é natural pela sucessão de casos: o clipe de Me Solta, o desrespeito com Luisa Marilac, a foto com o Bolsonaro. São casos sucessivos de exemplos de que ele não está engajado com a comunidade LGBT+", disse Alberto Pereira Jr., ator e fundador do bloco Domingo Ela Não Vai.

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