RECUPERADO

José Roberto Burnier desabafa sobre tratamento doloroso de câncer

REPRODUÇÃO/GLOBONEWS

O jornalista José Roberto Burnier na apresentação do jornal Em Ponto, da GloboNews, na manhã desta sexta-feira (10)

José Roberto Burnier no GloboNews Em Ponto desta sexta-feira (10); apresentador contou detalhes do tratamento

REDAÇÃO - Publicado em 10/01/2020, às 12h45

Após retornar à apresentação do GloboNews Em Ponto na segunda-feira (6), José Roberto Burnier desabafou sobre o tratamento doloroso de câncer. "De tão fraco, ia para a sessão de radioterapia em cadeira de rodas ou maca", revelou o jornalista. O âncora foi afastado do trabalho por seis meses devido um diagnóstico de um tumor na base da língua.

Em entrevista à revista Veja, Burnier contou que o processo de recuperação foi complicado e o levou a emagrecer de forma drástica. "Quando não mata, o câncer cobra caro. O tratamento foi um baque de seis semanas, com três sessões de quimioterapia e outras 33 de radioterapia. Perdi 18 quilos", explicou o jornalista, que também sofreu de fadiga por dois meses.

Questionado sobre como está atualmente, o funcionário do Grupo Globo comentou sobre a recuperação quase completa. "Por ter feito aplicações de laser na região atingida, não tive feridas na boca. Mas meu paladar foi afetado. O gosto do sal já voltou; o do açúcar, ainda não", declarou.

Para retornar ao trabalho, o jornalista passou a fazer exercícios e musculação para voltar a ganhar massa muscular. "Eu me preparei e deu tudo certo. [Agora] Passo três horas e dez minutos, ao vivo no ar, de pé. Estou muito feliz!", comemorou o titular do Em Ponto. 

O ex-Jornal Nacional também disse que recebeu o apoio da Globo e de colegas da profissão. "Entre eles [está] o Carlos Tramontina, com quem falei regularmente. Esse abraço forte, digamos assim, foi muito importante", comentou Burnier.

Em julho de 2019, José Roberto Burnier foi surpreendido com o diagnóstico de um tumor na base da língua após investigar um nódulo na região do pescoço. A doença foi originada por um HPV contraído durante sua adolescência. "Eu não sabia que tinha. Ele fica escondido, por isso não foi detectado em check-ups habituais. Mas, pelo fato de a origem ser o HPV, a chance de cura é maior", relembrou. 

Ao G1, em dezembro do ano passado, e após ser curado da doença, o veterano do Jornalismo disse que suas grandes coberturas jornalísticas na área da saúde o ajudaram a não pensar em morte. 

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