TAIGUARA NAZARETH
REPRODUÇÃO/INSTAGRAM
Taiguara Nazareth, que interpretou André em Presença de Anita, lutou contra depressão profunda
Taiguara Nazareth voltará a aparecer na TV como André na reprise de Presença de Anita (2001), no canal Viva a partir de 15 de março. Galã e símbolo sexual na minissérie, o ator revela ter recusado convites para voltar aos holofotes em realities shows devido à depressão profunda. "Estava adoecido", afirma ele, que tem 46 anos atualmente.
Visto recentemente nos filmes A Menina que Matou os Pais e O Menino que Matou Meus Pais, ambos de 2021, Nazareth tem se dedicado nos últimos anos ao teatro.
"Fiz muitas peças e musicais até o começo da pandemia. Estava escalado para O Selvagem da Ópera [minissérie da Globo], que acabou cancelada. Fiz muitas participações em sitcom também. Como estava tudo parado, fiz coisas em outras áreas", lembra o artista, que dá palestra sobre sagrado masculino, em entrevista à Patrícia Kogut, do jornal O Globo.
"Agora, as coisas estão começando a voltar. Cheguei a ser chamado para uns realities recentemente, mas estava adoecido e não fui. Também não eram muito o meu perfil", acrescenta o ex-Casa dos Artistas. "Foram sete meses de depressão profunda", revela ele, que desativou as contas nas redes sociais.
De acordo com o ator, a internet consome muito da pessoa. "Você se vê preso, numa obrigatoriedade de postar. Fiquei esses meses me refazendo, fazendo cursos, aulas de dança e canto, me envolvi com mercado imobiliário. Em geral, as pessoas ficam prostradas, mas comigo aconteceu o oposto. Mesmo diante de muita dor, agonia e ansiedade, ia fazer coisas. Foi muito difícil, mas saí dessa", conta Nazareth.
Reprodução/TV Globo
Vera Holtz e Taiguara Nazareth viveram casal
Na trama de Manoel Carlos, o artista estreou na televisão como o humilde André, que se relacionava com a patroa Marta, interpretada por Vera Holtz. Apesar de protagonizar cenas de sexo, o intérprete diz não ter sentido medo de ficar estigmatizado como símbolo sexual.
"O papel em si não acho que estigmatizava, mas o estigma já existe na nossa sociedade. O brasileiro vê muito o homem negro num lugar de hiperssexualização. Mesmo sendo arte o que a gente fazia, quando as pessoas lembram, ficam muito ligadas na questão do sexo", opina.
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