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ISABELLE BITTENCOURT

Filha de Caroline Bittencourt desabafa dois anos após morte trágica da mãe

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Isabelle Bittencourt e Caroline Bittencourt (1981-2019) em foto de junho de 2018

Isabelle Bittencourt e Caroline Bittencourt (1981-2019) em foto de 2018; filha desabafa sobre luto

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 26/4/2021 - 14h52

Dois anos após a trágica morte de Caroline Bittencourt (1981-2019), a filha da apresentadora deu um relato sobre o seu período de luto. Isabelle Bittencourt, de 19 anos, confidenciou que passou por uma fase de rebeldia após a perda, chegando a questionar sua fé. "Parei de acreditar em Deus", desabafou. A superação aconteceu com um tratamento espiritual.

"Uma das perguntas que mais recebo é sobre como superei e como consegui seguir adiante. Acho importante que pessoas que passam por situações parecidas consigam ter relatos de outras pessoas. Então, decidi dar o meu", iniciou a jovem em seu Instagram na noite de domingo (25).

A apresentadora e modelo Caroline Bittencourt morreu, aos 37 anos, em 28 de abril de 2019 após cair de um catamarã, que virou em alto-mar na região de Ilhabela, litoral norte de São Paulo. O corpo de Carol foi encontrado pelo Corpo de Bombeiros um dia após o acidente.

Ela estava na embarcação acompanhada de seu marido, o empresário Jorge Sestini, e também de seus dois cachorrinhos de estimação. Seu parceiro conseguiu se salvar e afirma que tentou socorrer sua mulher.

Caroline Bittencourt e Isabelle Bittencourt: dois anos de luto (Foto: Reprodução/Instagram)

Isabelle relembrou os dias que sucederam o acidente que ocasionou a morte de sua mãe. Segundo ela, a fatalidade aconteceu de forma tão inesperada que ela não assimilou sua dor logo de início. "Para mim, foi muito difícil digerir. No primeiro instante, meu instinto foi abraçar todo mundo que estava em volta. Minha avó que estava mal, meu avô e meu padrasto. Eu queria abraçar todas essas pessoas e trazer para perto", iniciou.

"Tomei o papel de quem cuida e não de quem é cuidada. Naquele momento, eu precisava ser cuidada. Acabei tomando esse papel porque eu queria. Só que eu não tinha noção de como isso poderia me prejudicar futuramente", continuou.

A estudante tinha 17 anos quando perdeu a mãe. Segundo ela, o sofrimento virou revolta, e ela passou a duvidar de suas crenças. "Minha segunda fase foi de rebeldia. Virei a típica adolescente rebelde. Deixei de acreditar em tudo. A primeira coisa que questionei e deixei de acreditar foi Deus. Para mim, não era possível Deus ter deixado aquilo acontecer com a minha mãe e muito menos comigo", admitiu.

"Para mim, isso [a morte] era uma forma de me castigar e castigar a minha mãe. Eu achava muito injusto. Naquele momento, eu parei de acreditar em Deus e fui me perdendo. Eu não entendia por que a gente tinha que ter relações interpessoais. Não entendia por que eu tinha que conviver com a minha família e amigos. Por que eu tinha que ir para a faculdade, escola e trabalhar? Qual o objetivo disso tudo?", indagou.

Tratamento espiritual

A filha da apresentadora desabafou que não via mais "objetivo" em sua vida. "Nada mais fazia sentido. Se o mundo estava um caos, e a minha vida estava um caos, porque eu tinha que estudar? Ir para a faculdade? Trabalhar e fazer família? Entrei em uma fase de muito desespero. E foi aí que meu pai [Giba Ruiz Vieira] falou uma frase, que levo até hoje, e isso me deu o gatilho de procurar ajuda", relatou.

Vieira confortou a filha em seu momento de desesperança em uma conversa que fez a jovem sair de seu período de desalento. "Ele falou: 'Você não precisa acreditar em Deus, Alá ou nesses nomes que as religiões dão. Mas você precisa ter fé. Se você tiver fé de que existe uma força maior, tudo vai fazer sentido'", frisou.

"Quando ele falou isso, de que eu tinha que ter fé e acreditar em força maior, passei a falar: 'Tenho que me cuidar'. Fui atrás de psicólogos, psiquiatras e, na sequência, uma ajuda espiritual. Posso dizer que a ajuda espiritual foi importante, porque tive crescimento pessoal, não só no meu amadurecimento, mas na questão de ver a vida de outra maneira", destacou.

Ao iniciar tratamento médico e espiritual, Isabelle vislumbrou o início de uma superação. "Passei a entender que a minha mãe não tinha ido embora. Ela estava em outro plano. Um plano onde as pessoas evoluídas estavam, ou seja, aquilo não tinha sido um castigo. Tinha sido uma coisa boa, porque ela já tinha vivido tudo aqui neste mundo. Ela já tinha aprendido tudo que tinha para aprender. Já tinha feito as missões dela", ressaltou.

"Ela estava pronta para esse outro campo espiritual. A partir desse momento, a minha vida ficou mais leve. Comecei a ler livros que tratavam dessa espiritualidade. Para mim, fez total sentido, porque quando lembro da minha mãe, lembro de uma pessoa feliz e que tinha muita luz. Quem a conheceu teve a possibilidade de presenciar essa luz e esse carisma", considerou.

Isabelle, então, passou a se aprofundar em leituras como textos de Chico Xavier (1910-2002) para entender não somente a perda da mãe, mas a trajetória de Carol em vida. "Ela viveu tudo que tinha para viver. Ela viajou, casou, o que era o sonho dela, teve uma filha e muito sucesso. Ela teve uma carreira linda, por mais que estivesse acabando a faculdade. Creio que tudo isso são fatores que mostram que ela terminou a missão dela aqui, que estava evoluída espiritualmente e conseguiu ir para um plano superior", analisou.

Além de modelo, Caroline trabalhou como apresentadora do quadro Sete Segredos, na Record, em 2008. Ainda na televisão, foi repórter do programa Top Report, da RedeTV!.

"Isso me conforta. Me conforta saber que não é só isso aqui. Não é possível que o universo, que Deus tenha feito só isso. Isso aqui é um grande campo de aprendizado, para o qual viemos para evoluir, acreditar e crescer. Acho que ela já tinha terminado a missão dela. Sei que vou reencontrá-la quando eu for evoluída o suficiente", disse.

"Ela era uma pessoa que você não mensurava a luz dela. Quem a conheceu teve o privilégio de sentir um pouco de quem era ela. Todo lugar que ela trabalhava ou estava presente, ela deixava um pedaço dela. Porque ela já era evoluída", recordou.

Dor virou saudade

Em seu processo de aceitação, Isabelle também contou com a ajuda de um astrólogo. O profissional sugeriu que ela usasse seu poder de comunicação para ajudar outras pessoas que vivem o luto.

"Não é uma fórmula de bolo, que a gente segue e funciona. Recebo diariamente [mensagens] de vocês pedindo ajuda e me perguntando como consegui superar. A resposta é: a gente nunca vai superar. Essa dor vai se amenizando. E ela vai se tornando uma coisa presente no nosso dia a dia. Acho que transformei minha dor em saudade", conceituou.

"Diariamente tento me lembrar dela. Trago a presença dela para que [tudo] fique mais leve e para que ela continue presente comigo. Não tentei esquecer o que aconteceu ou me esquecer dela para tentar superar. Trouxe ela para perto de mim. Tem coisas que faço, penso ou que gostaria da opinião dela e penso na minha cabeça: 'O que será que ela diria para mim?", confessou.

Com a memória da mãe presente, a influenciadora digital contou que consegue, em alguns momentos, uma espécie de conexão. "Acredito na força do universo, nesses sinais. Quando quero ter um sinal dela, jogo toda minha força para o universo, peço e agradeço sempre. Às vezes, tenho uma resposta desse universo", finalizou.

Confira o relato de Isabelle Bittencourt:

Veja fotos de Isabelle com Caroline Bittencourt:

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