LUTO

Ex-cantora das Frenéticas e atriz, Edyr de Castro morre aos 72 anos

Renato Rocha Miranda/TV Globo

Edyr de Castro em cena da novela Cabocla, de 2004, um de seus últimos trabalhos na Globo - Renato Rocha Miranda/TV Globo

Edyr de Castro em cena da novela Cabocla, de 2004, um de seus últimos trabalhos na Globo

LUCIANO GUARALDO - Publicado em 15/01/2019, às 14h04

A cantora e atriz Edyr de Castro, conhecida por fazer parte do grupo As Frenéticas nas décadas de 1970 e 1980, morreu na manhã desta terça-feira (19) no Rio de Janeiro. Sem aparecer na TV desde 2009, quando teve um papel em Poder Paralelo, da Record, ela lutava contra o Alzheimer desde 2011 e teve falência múltipla de órgãos.

Edyr também usou Edyr Duque como nome artístico e começou sua carreira no teatro, na montagem do controverso musical Hair, em 1969. Depois, foi chamada por Nelson Motta para participar do sexteto As Frenéticas, juntamente com Sandra Pêra, Regina Chaves, Leiloca Neves, Dhu Moraes e Lidoka Martuscelli (1950-2016).

O grupo virou um fenômeno, emplacando o tema de abertura de duas novelas da Globo: Dancin' Days (1978) e Feijão Maravilha (1979). Até hoje as seis cantoras são lembradas pelos versos "Abra suas asas, solte suas feras...", que embalou uma geração no ritmo da discoteca.

As Frenéticas chegaram ao fim em 1984 e, no ano seguinte, Edyr migrou logo para a televisão, engatando dois trabalhos: a minissérie Tenda dos Milagres e Roque Santeiro. Em seguida, ela viveu a Doroteia de Cambalacho (1986).

Edyr de Castro ainda teve papéis nas minisséries Anos Rebeldes (1992) e Chiquinha Gonzaga (1999), e nas novelas Por Amor (1997), Agora É que São Elas (2003), Cabocla (2004) e Sinhá Moça (2006), todas na Globo.

Fora da líder de audiência, ela atuou na série A Turma do Pererê, na TVE Brasil, e passou os últimos anos da carreira na Record, em que fez Amor e Intrigas (2007) e Poder Paralelo (2009).

Sem tristeza
Depois que descobriu o Alzheimer, Edyr foi viver no Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro, onde passou os últimos oito anos de sua vida. Mas ela não deixava a doença tirar sua alegria. "Sou feliz aqui, estou em paz comigo mesma", disse em entrevista ao jornal Extra em 2015.

Na época em que conversou com a publicação, ela já tinha dificuldades na fala e nos movimentos, além de mãos trêmulas por causa da medicação controlada.

Segundo Cida Cabral, administradora do Retiro, o velório de Edyr de Castro acontecerá na quarta-feira, às 10h, no Memorial do Carmo, bairro do Caju. Em seguida, o corpo da atriz e cantora será cremado.

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