SÉRGIO MALHEIROS

Ex-ator mirim troca imagem de bom-moço por drogas e violência em nova série

Divulgação/Fox

Sérgio Malheiros (à esq.) com Raphael Logam em gravação de Ouro Branco: os reis do tráfico carioca - Divulgação/Fox

Sérgio Malheiros (à esq.) com Raphael Logam em gravação de Ouro Branco: os reis do tráfico carioca

LUCIANO GUARALDO - Publicado em 09/04/2018, às 05h40

Sérgio Malheiros tinha apenas 10 anos quando roubou a cena como Raí, filho de Preta (Taís Araújo) na novela Da Cor do Pecado (2004). Atualmente com 25, o ator vai deixar o menino bonzinho no passado e mostrar uma faceta mais pesada na TV: em Ouro Branco, série que a Fox lança no segundo semestre, ele viverá um traficante violento e aparecerá em cenas intensas, que envolvem de consumo de drogas a brigas e tiroteios.

A nova produção contará a história do processo de militarização do tráfico de drogas no Rio de Janeiro, entre o fim da década de 1980 e início da de 1990. "Vamos mostrar um pouquinho de como as facções criminosas se organizaram para trazer carregamentos de drogas e armas em massa para a cidade", adianta Malheiros.

O ator viverá Wilbert Fonseca, braço direito de Evandro (Raphael Logam), representantes de uma nova geração de bandidos do Morro do Dendê, que subvertem a maneira de traficar drogas no Rio ao transformar o comércio de narcóticos em empreendimento. "É o início da profissionalização do tráfico", explica.

Evandro é o cérebro do grupo, o líder racional, que pensa e toma as decisões. Já Wilbert é o braço, o homem da ação. "Ele dá porrada, é o cachorro louco que o Evandro usa para resolver com violência os problemas que surgem. É um bandido sádico, o mais violento do grupo, que mata as pessoas com requintes de crueldade. Sem dúvida, é o cara mais temido do Morro do Dendê", conta Malheiros.

Participar de cenas mais fortes, diferentes de tudo o que ele já tinha feito nesses 15 anos de carreira, foi um dos atrativos que levaram Sérgio ao projeto. "É um tema sério, delicado de abordar. E com um público que talvez não esteja acostumado a me ver atuar. Mas eu acho ótimo! Vivemos um momento de expansão do audiovisual, com produtos cada vez mais plurais, conteúdos para vários nichos", empolga-se. 

Sérgio Malheiros entre Taís Araújo e Reynaldo Gianecchini na novela Da Cor do Pecado, de 2004

Curiosamente, para interpretar um tipo tão oposto a si próprio, o ator precisou viajar no tempo e visitar uma época em que sequer era nascido (ele é de 1993).

"Nós precisamos estudar muito para construir os personagens, porque o tráfico de drogas daquela época tinha um panorama completamente diferente do que vemos hoje. Fomos tentar entender a maneira com que esses caras se organizaram", explica ele, que elogia o apoio dado pela equipe envolvida no projeto. 

"Todo esse trabalho foi possível por causa da direção muito competente do Tomás Portella e do René Sampaio, que foram pessoas excelentes, principalmente nessa pesquisa, conseguiram trazer o clima do início dos anos 1990 para dentro da série. Foi uma experiência diferente para mim, eu estou muito animado e ansioso."

Com uma carreira repleta de bonzinhos na TV aberta, Malheiros aproveita as séries da TV paga para explorar tipos mais sérios. No ano passado, por exemplo, fez um jogador de futebol que saía com prostitutas em #MeChamaDeBruna. Mas também não foge das novelas: já acertou com a Globo para um papel no segundo semestre.

"Acho que é muito importante para mim estar em todos os campos. Quanto mais eu puder ser plural, melhor. Fiz a série, vou fazer novela, estou sempre buscando projetos no cinema. Cada produto tem um tempo, uma preparação, isso faz com que eu saia da zona de conforto e só complementa a minha arte", filosofa.

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