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NO ALTAS HORAS

Casagrande chora ao lembrar de sobriedade durante a Copa: 'Não sou mais droga'

REPRODUÇÃO/GLOBO

O comentarista Walter Casagrande no Altas Horas de ontem (29); ex-jogador se emocionou ao falar de sobriedade - REPRODUÇÃO/GLOBO

O comentarista Walter Casagrande no Altas Horas de ontem (29); ex-jogador se emocionou ao falar de sobriedade

REDAÇÃO

Publicado em 30/12/2018 - 0h57

Walter Casagrande Junior foi às lágrimas no Altas Horas desse sábado (29) ao lembrar de sua luta contra o vício em drogas e álcool e da vitória pessoal em ter se mantido sóbrio durante o trabalho na cobertura Copa do Mundo da Rússia. "Pra mim é muito importante que as pessoas saibam que eu não tenho mais drogas. Eu tenho música, eu queria cantar. Eu não sou mais droga", disse.

No dia 15 de julho, após a França vencer a Croácia por 4 a 2 e se tornar bicampeã mundial, Casagrande fez uma revelação ao vivo que fez Galvão Bueno chorar: "Essa é a Copa mais importante da minha vida. Eu tive uma proposta quando vim para cá, quando saí do Brasil, que era chegar pela primeira vez numa Copa do Mundo sóbrio, permanecer sóbrio e voltar para a minha casa sóbrio. Então estou muito feliz."

A frase foi reexibida no programa de Serginho Groisman e novamente o comentarista esportivo se emocionou com sua conquista pessoal. Ele foi aplaudido de pé por todos os convidados da atração.

"Faz dez anos que eu fiquei internado. Depois eu saí de alta e foram dez anos de muita batalha, as coisas não andavam, oscilava, a coisa ficava me arrastando. Eu não era mais tão destruidor como era antes de ter sido internado. Mas a coisa estava difícil para mim. Eu fiz a Olimpíada do Rio de Janeiro (2016), foi a primeira vez que eu fiz um evento desses, e eu fui e voltei sóbrio", comentou.

Casagrande comentou que na época contou com a ajuda de seus psicólogos e de sua ex-namorada, a cantora Baby do Brasil, mas ele não encarou a conquista como algo grandioso, pois estava rodeado de pessoas conhecidas e acreditava que precisava de um desafio maior para testar seu autocontrole.

"Precisava de algo mais. Precisava estar fora do Brasil, num evento grande como a Copa do Mundo, sozinho, e dar conta e voltar para a minha casa sem ter bebido, sem ter usado drogas, sem ter acontecido nada. Isso eu precisava, era uma coisa minha, eu precisava fechar o meu passado. E fui, a Copa do Mundo rolou, eu não tive dificuldades", comentou.

"Jogou o Brasil, e eu nem lembrava que sou dependente químico, nem lembrava que não podia beber. A coisa rolou. Quando terminou a final e a França começou a dar a volta olímpica, e o Galvão olhou pra mim, eu falei: 'cacete, a Copa do Mundo acabou. Caraca, eu não bebi. Caraca, não aconteceu nada, tá tudo certo". E aí veio de dentro eu contar essa história. Pô cara, eu voltei sóbrio para a minha casa, para os meus filhos. Acabou."

Groisman voltou a parabenizar o comentarista por sua força na luta contra o vício, e ele voltou a ser ovacionado pela plateia.

"Eu quero saber daqui pra frente, o que eu vou ser daqui pra frente. O que eu fui daqui pra trás todo mundo sabe, está no meu livro. Eu sou daquele momento pra frente. Pra mim é muito importante que as pessoas saibam que eu não tenho mais drogas. Eu tenho música, eu queria cantar. Eu não sou mais droga", finalizou.

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