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QUEM DECIDE?

Fã-clubes do BBB 22 desbancam 'público do sofá' e eliminam favoritos sem dó

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Linn da Quebrada chora no dia de sua eliminação do BBB 22

Linn da Quebrada foi a 12ª eliminada do BBB 22: cantora era favorita do público e de famosos

IVES FERRO

ives@noticiasdatv.com

Publicado em 16/4/2022 - 6h30

A saída de Linn da Quebrada do BBB 22 no último domingo (10) evidenciou mais uma vez o poder dos fã-clubes na decisão do reality show. É comum as torcidas dos participantes se unirem para fazerem os "mutirões" de votação nos paredões, mas, nas últimas temporadas, o "público do sofá" foi anulado pela força da internet. Quem fica ou sai do programa depende da influência fora da casa.

No caso da cantora, ela disputou a permanência com Eliezer Netto --participante nem tão querido--, e Gustavo Marsengo, que tem como aliados participantes fortes como Arthur Aguiar, Pedro Scooby e Paulo André Camilo. O próprio ator admitiu que seus fãs deveriam ter feito campanha contra ela, assim como P.A., rival direto da artista.

Apesar de Tadeu Schmidt e o ex-apresentador Tiago Leifert colocarem em seus discursos que "seguidores das redes sociais" não definem o paredão, a verdade é que um grupo muito empenhado consegue deixar seu ídolo na competição facilmente.

Essa discussão teve início no BBB 20, quando famosos participaram do programa pela primeira vez. Manu Gavassi e Rafa Kalimann, duas grandes influenciadoras, eram vistas internamente como fortes --fato comprovado com a chegada das duas na final, ao lado de Thelma Assis.

Ainda naquela temporada, Manu e Felipe Prior protagonizaram o paredão com maior participação do público da história: foram mais de 1,5 bilhão de votos. Mari Gonzalez, outra Camarote, também estava na berlinda, mas não teve participação significativa. O ator Babu Santana foi um dos preferidos da edição, já que sobreviveu por nove paredões, mas saiu na semifinal contra Rafa e Thelma.

Em algumas situações, participantes com milhões de fãs como Viih Tube e Bianca Andrade deixaram a disputa com alta rejeição. A explicação para isso é que, mesmo com a rede de proteção, as ações dos brothers pesam na balança. Como ambas tinham rixas com outras pessoas do confinamento, os fãs rivais se juntaram para tirá-las e deixar o caminho mais livre.

Os Cactos de Juliette

Os fã-clubes voltaram com maior força em 2021. De cara, Juliette Freire conquistou uma legião de admiradores, assim como seu amigo, Gilberto Nogueira. Na reta final, mesmo com o pedido da paraibana para deixar Gil no reality, os "cactos" (fãs de Juliette) agiram contra a vontade dela e fizeram ações para eliminar o pernambucano --que poderia ameaçá-la na final. 

A justificativa criada pelos espectadores foi o fato de o economista ter defendido mais Fiuk do que a vencedora do BBB 21. O último paredão foi entre Gil, Juliette e Camilla de Lucas. A torcida da influenciadora e os cactos fizeram mutirão contra Gilberto, o que resultou em sua saída com 50,87% dos votos.

Voto por CPF funciona?

Uma opção para barrar a votação desenfreada seria a contagem de votos por cadastro ou CPF no site da Globo. Para isso, um limite de cliques por pessoa seria estipulado.

Na sua estreia em 2002, o programa tinha os votos apenas por telefone: quem queria fazer mutirão, deveria ligar sem parar --e pagar por isso. Esse método foi estendido para SMS e internet nos anos seguintes, até a emissora determinar que tudo aconteceria apenas no site, a partir de 2018. 

Ainda na 18ª temporada, que tornou Gleici Damasceno milionária, mais uma tentativa de filtragem foi a criação de um cadastro obrigatório no Gshow --método que continua até hoje. Uma vez cadastrada, a pessoa pode votar quantas vezes quiser. O perigo é que a decisão se torna uma disputa de qual fã-clube é o mais forte, e não de quem merece ou é favorito para levar o R$ 1,5 milhão.


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