PAMELA TOMÉ

Chorona e romântica em Orgulho e Paixão, atriz dança funk nos bastidores

João Miguel Júnior/TV Globo

Pâmela Tomé encara primeiro papel de época em Orgulho e Paixão: sofrimento só na ficção - João Miguel Júnior/TV Globo

Pâmela Tomé encara primeiro papel de época em Orgulho e Paixão: sofrimento só na ficção

LUCIANO GUARALDO, no Rio de Janeiro - Publicado em 01/04/2018, às 07h37

Quem vê Jane Benedito se debulhar em lágrimas em quase todas as cenas de Orgulho e Paixão nem imagina que para sua intérprete, Pâmela Tomé, a novela das seis é pura alegria e diversão. Tanto que, nos intervalos das gravações, a atriz de 24 anos troca o clima de 1910 da ficção por algo mais contemporâneo e cai no funk com os colegas de elenco.

"Eu sou muito bagunceira, e a Vera [Holtz] também é. Quando uma puxa a bagunça, a outra já entra junto. Então, é muito louco, porque estamos esperando para gravar e, de repente, alguém começa a dançar funk", revela a atriz, aos risos.

A sintonia entre os atores virou peça fundamental para que a relação de Felisberto (Tato Gabus Mendes) e Ofélia (Vera Holtz) com as cinco filhas parecessem a de uma família de verdade na visão do público da novela.

"Mas é importante para os atores também, porque você vai passar quase um ano trabalhando com as mesmas pessoas. Então, precisa ter uma convivência boa. Eu olho para a Bruna [Griphao] e vejo ela como minha irmãzinha mesmo", explica.

Os passos de funk e a descontração com a família da ficção não dominam a rotina da atriz: para sua primeira novela de época, Pâmela se dedicou muito. Estudou a maneira de andar, falar e agir das mulheres de 1910. Também fez muitas leituras sobre a época. E o trabalho não acabou na preparação.

"O texto é muito pesado, a Jane tem cenas longas, difíceis, que eu preciso estudar com antecedência. Pego para ler o roteiro dois dias antes de gravar e me debruço nele. Preciso estudar cada palavra, cada vírgula, porque não dá para improvisar e deixar sair nenhuma palavra mais contemporânea", justifica ela.

E, como a protagonista Elisabeta (Nathalia Dill) é uma mulher à frente de seu tempo, com cenas divertidas e leves, é Jane quem faz as vezes da mocinha tradicional de folhetim, que se apaixona, é vítima das armações dos vilões e sofre com o coração partido. Um desafio e tanto para Pâmela, que tem no currículo um papel em Malhação (2015) e uma participação na reta final de Sol Nascente (2016).

"A Jane é muito romântica, calminha, vai sofrer muito por causa dos obstáculos na relação dela com o Camilo [Maurício Destri]. O sonho dela é simplesmente se casar e ter filhos, como acontecia com as mulheres da época. Eu acho lindo isso, é até um pouco triste que hoje em dia não tenha mais tanta gente com esse pensamento."

Romântica como sua personagem, mas com uma visão mais contemporânea sobre o mundo, Pâmela aproveita a vitrine de Orgulho e Paixão para tentar transmitir algo bom para o público. "É gostoso poder falar de amor. O Brasil está numa situação caótica, e a novela se propõe a levar uma mensagem boa. Acho isso lindo", define. 

Pâmela cortou os cabelos e usa peruca na novela

Peruca romântica, visual roqueiro
E, se na novela das seis Pâmela exibe longos cabelos loiros, fora das gravações a atriz ostenta um look mais moderninho. Ela cortou os fios para interpretar a protagonista de Onde Nascem os Fortes, mas acabou deslocada para Orgulho e Paixão _o papel de Maria na novela das onze ficou nas mãos de Alice Wegmann.

A mudança radical no visual agradou e será mantida. "Eu estou apaixonada pelo cabelo curto. Eu me sinto outra pessoa, sabe? Ainda mais nesse calor do Rio de Janeiro. Saio da gravação, tiro a peruca, bate um ventinho na nuca (risos)", brinca.

Ela também está encarando a peruca com um pensamento positivo. "Ela é mais rápida de pentear, mais prática, não estraga meu cabelo. E tem uma coisa lúdica em colocar uma peruca, me sinto no teatro. Ajuda a incorporar o romantismo da Jane."

 

 

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