Jornalismo

'Tenho gratidão a Silvio Santos', diz Sheherazade ao renovar com SBT

Roberto Nemanis/SBT

Sheherazade com Leon Abravanel, diretor de produção, e José Roberto Maciel, vice-presidente do SBT - Roberto Nemanis/SBT

Sheherazade com Leon Abravanel, diretor de produção, e José Roberto Maciel, vice-presidente do SBT

DANIEL CASTRO e PAULO PACHECO - Publicado em 08/05/2014, às 18h14

Assediada pela Band, a jornalista Rachel Sheherazade renovou contrato com o SBT por mais quatro anos, até 2018. O novo acordo foi assinado no final da tarde desta quinta (8). Para manter a polêmica jornalista, o SBT teve de ceder em dois pontos: 1) vai liberar seus comentários no SBT Brasil, proibidos desde o início de abril; 2) deu a ela um "aumento substancial", o que eleva a multa contratual e dificulta sua eventual mudança para outra rede.

"Fiquei empolgada porque em breve os comentários voltarão", disse a jornalista ao Notícias da TV, por e-mail. Sheherazade também deverá ter um programa semanal de debates. O novo contrato, no entanto, não prevê esse programa explicitamente. Vai depender da vontade de Silvio Santos, dono da emissora.

Silvio Santos, aliás, foi fundamental para a permanência dela na rede. Ela confirma a proposta da Band. "Recebi uma excelente proposta da Band, mas ponderei muito e creio que tomei a decisão mais sensata. Gosto do SBT. Tenho forte gratidão pelo Silvio Santos e a casa me ofereceu muita segurança nesta renovação. Senti muita paz", completa.

O que mais seduziu Rachel Sheherazade, além do aumento, foi o compromisso dos principais executivos do SBT de que ela voltará a dar sua opinião, assim que a repercussão de seus recentes comentários "esfriar".

Segundo uma alta fonte da emissora, ela voltará a opinar no SBT Brasil dentro de um mês. Será montada uma estratégia com o diretor de jornalismo, Marcelo Parada, para que Sheherazade "volte aos poucos", sem chamar muita atenção (em outras palavras, sem atrair a ira dos defensores dos direitos humanos e do governo).

Na semana passada, Rachel Sheherazade recebeu uma tentadora oferta da Bandeirantes. A emissora estaria disposta a pagar R$ 350 mil mensais para ela dividir o Jornal da Band com Ricardo Boechat e Ticiana Villas Boas. Ela ficou interessada na proposta, mas optou por renovar com o SBT, até porque conseguiu aumento e o que mais queria: a liberdade de opinar.

Em fevereiro, Rachel Sheherazade virou notícia ao achar "compreensível" a atitude de um grupo de "justiceiros" que prenderam a um poste e torturaram um suposto assaltante de 16 anos no Rio de Janeiro. A opinião gerou revolta de partidos políticos e entidades defensoras dos direitos humanos. Ricardo Boechat, âncora do Jornal da Band, chegou a declarar que a opinião dela era "uma bosta".

Pressionado pelo governo federal, que sentiu desconforto com os comentários de Sheherazade, o SBT proibiu os jornalistas de emitirem opinião nos telejornais da emissora, no início de abril.

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