Bagunça na classe

Sono, cola e zoeira: Atores revelam bastidores da Escolinha do Professor Raimundo

Divulgação/TV Globo

Fabiana Karla em cena como Dona Cacilda na Escolinha do Professor Raimundo

Fabiana Karla em cena como Dona Cacilda na Escolinha; atriz revelou segredos dos bastidores do programa

FERNANDA LOPES - Publicado em 15/12/2019, às 05h22

A Escolinha do Professor Raimundo está de volta ao ar, com reprises nas tardes de sábado, para deleite dos fãs e dos próprios atores. Fabiana Karla e Mateus Solano, que interpretam respectivamente Dona Cacilda e Zé Bonitinho, contam que ficam com saudades da atração assim que as gravações acabam. Os dois ainda revelam curiosidades dos bastidores do humorístico e entregam segredos sobre seus colegas de classe.

Durante painel na CCXP, no último fim de semana, Solano e Fabiana se divertiram ao representar seus personagens e ao "dedurar" as palhaçadas dos demais atores do elenco. Ambos elegeram Otávio Müller (Baltazar da Rocha) como o mais bagunceiro e Rodrigo Sant'Anna (Seu Batista) como o mais CDF.

"A gente tem tanta alegria de fazer! O elenco é muito querido, foi escolhido a dedo", ressalta Fabiana. A quinta temporada dessa nova versão da Escolinha foi exibida até outubro deste ano, e Solano acredita que o programa continua no ar por nostalgia e identificação com o público brasileiro.

"A Escolinha está viva porque tem coisas que não mudam. Está na gênesis do próprio humor. E o brasileiro estava sentindo falta, saudade", opina ele. 

Confira cinco curiosidades sobre a atual formação da Escolinha do Professor Raimundo:

Gravações express

Apesar de passar meses no ar na Globo, cada temporada é completamente gravada dentro do período de um mês. "A gente acertou um esquema que são dois episódios gravados por dia, dois dias por semana. Em um mês, no mês de maio, a gente já gravou todos os episódios de uma temporada. Um capítulo demora três horas pra gravar", explica Solano.

Mas essas três horas de gravação são a média de um dia "tranquilo", segundo Fabiana. "Isso é se não tiver muita bagunça, porque a gente fica com sete anos no máximo [durante as gravações]", brinca a atriz e apresentadora.

Turma do fundão

Como qualquer sala de aula, a da Escolinha também tem sua turma do fundão que adora causar e zoar na classe. Esse time é formado por Lucio Mauro Filho (Aldemar Vigário), Marcelo Adnet (Rolando Lero), Welder Rodrigues (Suppapou Uaçi) e Otávio Müller. "A gente tem crises de risos com eles", diz Fabiana.

Os quatro são tão "atacados" que até atiram bolinhas de papel nos colegas (o principal disparador é Adnet, segundo a dupla). São os alunos que com certeza levariam muita advertência do Professor Raimundo se a escola fosse real.

divulgação/tv globo

Marcius Melhem interpreta Seu Boneco e já foi flagrado cochilando pelos colegas de sala


Hora da soneca

Mesmo com tanta bagunça na sala, tem quem não aguente o cansaço do dia a dia e aproveite para tirar uma soneca. É o caso de Marcius Melhem, que interpreta Seu Boneco. Fabiana Karla dedura que, como a carteira dele fica encostada na parede, o ator só apoia a cabeça e consegue cochilar ali mesmo.

Fabiana e sua cola

O telespectador da Escolinha não consegue ver, mas Fabiana usa um tipo de "cola" toda vez que é chamada pelo Professor Raimundo. Ela confessa que tem uma profissional que fica atrás das câmeras lhe ajudando com o texto, fazendo gestos e dando dicas para que ela se lembre quais são as próximas falas da história que está contando. "Minha stand-in é maravilhosa, ela me passa tudo", conta.

Zoeira pelos erros

Tanto Solano quanto Fabiana revelam que, no início de cada temporada, todos ficam mais tensos, com medo de errar. Mas sempre há um ator que comete a primeira falha no texto e deixa todos mais soltos: Evandro Mesquita (Armando Volta). "Quando o Evandro erra, a gente pensa: 'Ê coisa boa, abriu a porteira'", brinca Fabiana.

Eles também revelam que a tensão em cena era maior na primeira temporada, quando ainda havia muita comparação entre as interpretações deles e a dos atores da versão original. Agora, todos já se sentem mais livres para fazerem os personagens de seu jeito, sempre respeitando os colegas que os criaram. 

"A primeira temporada tinha essa coisa de homenagem, fazer bem era chegar o mais perto possível [do que os atores da versão antiga faziam]. Depois a gente foi se apropriando dos personagens e fazendo o que o público curte nessa nova Escolinha", explica Solano.

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