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Segunda temporada

Sem avacalhar, jurados do Que Seja Doce fogem do rótulo de vilões

Fotos Tricia Vieira/GNT

Roberto Strongoli, Felipe Bronze, Carole Crema e Lucas Corazza do Que Seja Doce, do GNT - Fotos Tricia Vieira/GNT

Roberto Strongoli, Felipe Bronze, Carole Crema e Lucas Corazza do Que Seja Doce, do GNT

MÁRCIA PEREIRA

Publicado em 9/5/2016 - 5h09

A segunda temporada do Que Seja Doce, do GNT, estreia nesta segunda-feira (9) com um nível mais elevado de confeiteiros. Em contrapartida, os jurados também se sentem mais preparados para avaliar os competidores. Na atração, a cada episódio, três participantes se enfrentam para agradar o paladar dos jurados Carole Crema, Lucas Corazza e Roberto Strongoli. Apesar de decidir quem é o vencedor entre os três candidatos, o júri foge do rótulo de vilão.

"Não tem vilão. Não somos personagens. Essa coisa do vilão virar ícone não funciona aqui. Não temos essa coisa de meter o pau. Não temos problema de achar tudo bom. Não me sinto no direito de avacalhar um candidato porque não estamos aqui para isso. Nossa função é criticar, mas acredito em críticas construtivas, com dicas de como melhorar o desempenho do participante", diz Carole Crema.

Lucas Corazza conta que é inevitável não se identificar com alguns competidores, principalmente na construção dos sabores que ele apresenta. "A gente bate-boca entre a gente, na defesa desse senso de identificação, daquilo que acreditamos ser o melhor", comenta. Já Roberto Strongoli afirma que é um profissional extremamente técnico e que sente os sabores em camadas, sentindo o gosto de cada elemento isoladamente. "Não sinto o doce em si. Sinto quais ingredientes estão presentes no alimento. O mais difícil é colocar isso em palavras, mas o que falo nunca é com a intenção de magoar, apesar de acabar magoando algumas vezes", conta.

Os três jurados ressaltam que têm o dever de motivar a profissão de confeiteiro. Eles dizem que, antes dos programas especializados no segmento, muitas pessoas desconheciam o trabalho e as técnicas. "Muitas vezes chamavam um chef para ensinar uma receita de doce, não um confeiteiro", comenta Corazza. 

Roberto d'Avila, diretor da produtora Moonshot Pictures e responsável pelo Que Seja Doce, conta que, quando a primeira temporada foi idealizada, não existiam programas sobre confeitaria na TV. "Tínhamos dúvida se daria certo, mas, ao longo do processo, descobrimos que os confeiteiros tinham muito anseio em ter algo que os representasse. E o sucesso da primeira temporada, que teve 30 episódios, e depois mais 18 para não ter um grande intervalo até a segunda estrear, mostrou que a iniciativa foi um acerto", revela d'Avila.

O chef Felipe Bronze no novo cenário do programa Que Seja Doce, do canal GNT

A competição será exibida de segunda a sexta-feira, às 19h30, com 39 episódios novos. Felipe Bronze apresenta o programa, que terá edições temáticas, como festas típicas, Natal, halloween, chá de bebê, Carnaval e Oktoberfest. Com 18 anos de experiência na gastronomia e dez à frente das câmeras, Bronze afirma que comandar uma atração não é diferente do seu universo como chef em outros programas ou na cozinha.

"Pelo contrário, acho que seria muito mais difícil colocar um chef confeiteiro na minha posição ali, porque ele seria um especialista e invariavelmente ia querer meter a mão no doce, o que seria mal avaliado pelos jurados e daria uma confusão. Eu tenho dois papéis fundamentais no programa: o externo e interno. Tenho de tentar traduzir o que eles estão fazendo para o público. Em um segundo momento, ajudo os participantes a fazer suas tarefas, dando dicas porque sei como os jurados gostam dos doces", fala o chef.

Bronze também está no The Taste Brasil, outra atração do GNT sobre culinária. Ele vê com absoluta naturalidade o crescimento de programas sobre comida. "Se você parar para pensar, a gastronomia, sem nenhuma afetação do termo, é provavelmente o único assunto que permeia a vida de todas as pessoas de qualquer classe social. No Rio de Janeiro, a gente costuma dizer que a praia é o lugar onde a cidade não tem divisão, onde o rico senta com o pobre. Eu diria que a praia é o lugar físico, mas a comida também faz isso acontecer. O Alex Atala [chef de cozinha] tem uma frase muito boa. Ele sempre diz que a maior rede social do mundo não é o Facebook, é a gastronomia, porque é a forma com que as pessoas realmente se conectam", declara. 

Roberto d'Avila completa essa avaliação do apresentador. Explica que, no caso do Que Seja Doce, a confeitaria era um assunto desconhecido para o grande público. Por isso, o GNT optou pelo formato de competição, que tem mais entretenimento e um engajamento mais forte com o público, com disputa e tensão no ar. 

"Culinária sempre teve na TV. O fenômeno recente é a migração desse assunto para o horário nobre. A gente busca construir as pessoas como personagens, traz a biografia dos candidatos, que têm habilidades para participar do programa, mas também têm perfis o mais interessantes possíveis. A gente tenta evidenciar os contrastes e a regionalidade até desprivilegiando a receita em si", diz o diretor.


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