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JAIRO NASCIMENTO

Repórter da CNN no RJ diz que polícia apontou fuzil na sua cara durante trabalho

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Imagem de Jairo Nascimento na redação da CNN Brasil

Jairo Nascimento na redação da CNN Brasil; jornalista relatou racismo em abordagem policial

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 14/10/2020 - 21h29

Jairo Nascimento, repórter da CNN Brasil no Rio de Janeiro, disse que a polícia fluminense apontou um fuzil na sua cara durante a jornada de trabalho no canal de notícias. Segundo o jornalista, o caso teria ocorrido na segunda-feira (12) e seria mais um exemplo de racismo estrutural vivenciado por ele, que é negro.

"Estávamos saindo com a equipe logo cedinho para trabalhar. O carro andou mais ou menos uns 30 metros. Logo veio uma viatura, mandou que a gente parasse, com a sirene ligada e tudo mais. Quando descemos do carro, os policiais nos apontavam um fuzil. Inclusive, bem na minha cara", desabafou Jairo em seu perfil no Instagram.

"A abordagem só parou porque o cinegrafista desceu com a câmera e eu desci com o microfone. Aí, naquele momento, o policial viu e mandou que encerrasse aquela situação. Agora, eu faço algumas perguntas: será que naquele momento houve alguma informação de roubo de carro do mesmo modelo, com a mesma cor e a mesma placa? Eu acho que não", prosseguiu ele.

"Será que houve alguma outra situação? O carro estava em baixa velocidade, os vidros estavam abertos, algum tipo de atitude suspeita a não ser a cor das três pessoas que estavam dentro do carro? E essa já é a segunda vez que isso acontece quando nós, os três pretos, saímos na mesma equipe. O nome disso é racismo estrutural, pois as pessoas não admitem o fato de três negros estarem dentro de um carro legal", reforçou o jornalista.

No desabafo, Jairo relatou outro caso de racismo que vivenciou no mesmo dia: "Estava aguardando a equipe chegar, de terno e gravata, do jeito que a gente se apresenta na televisão, e uma pessoa pergunta se eu estava fazendo serviço de manobra dos veículos. O problema é ser manobrista do carro? Obviamente que não, é um trabalho honesto, mas será que as pessoas negras só podem fazer este tipo de trabalho?".

"Será que elas não podem estar em outra situação? Será que elas não podem um dia ter cargo de chefia, de análise, qualquer outra situação, ou apenas devem ser prestadores de serviço em todos os ambientes?", questionou o jornalista, que tem passagens por Globo, Record e SBT no currículo.

No fim do vídeo, Nascimento aconselhou as pessoas com condutas racistas a buscarem mais informações sobre este crime. "Nós, negros, não devemos e não vamos mais aceitar esse tipo de situação. Fica o recado para você que, às vezes, faz isso sem pensar, sem perceber, ou para você que é racista. E todo racista merece cadeia", concluiu.

Confira o relato de Jairo Nascimento:


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