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EFEITO MATRIX

Replay de videogame nas Olimpíadas exige até 80 câmeras 4K; saiba como funciona

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Montagem de fotos com imagens em 360 graus geradas pelo efeito Matrix em jogo de vôlei nas Olimpíadas de Tóquio

Imagens geradas em 360 graus pelo efeito Matrix em jogo de vôlei nas Olimpíadas de Tóquio

VINÍCIUS ANDRADE

vinicius@noticiasdatv.com

Publicado em 2/8/2021 - 6h20

As transmissões dos eventos das Olimpíadas de Tóquio têm apresentado novidades tecnológicas aos telespectadores, com ângulos diferentes e efeitos especiais. Um dos investimentos feitos pela organização responsável pelas imagens geradas nos Jogos de Tóquio foi em um replay que permite um giro em 360 graus na imagem. A tecnologia, que passa um efeito de jogo de videogame, depende de até 80 câmeras em qualidade 4K para funcionar.

O modelo já é conhecido em esportes como futebol e futebol americano, mas nas Olimpíadas tem aparecido em jogos de vôlei, basquete 3 × 3, golfe, além de modalidades como skate e ginástica artística. O efeito é semelhante às cenas do filme Matrix (1999), em que a câmera dá um giro em torno do ator Keanu Reeves enquanto ele desviava de uma bala.

O investimento para a exibição de um replay nesse estilo é alto. Nas arenas em que a tecnologia está disponível, foram instaladas entre 60 e 80 câmeras 4K em locais para uma visualização sem obstruções. Cada aparelho foi colocado em uma estrutura robótica capaz de girar e inclinar com precisão a imagem para qualquer direção.

Recursos como zoom, foco e inclinação da plataforma são todos controlados na central de produção. Para um replay em 360 graus ser gerado, um operador seleciona o ponto onde o movimento está congelado e manipula a imagem de lado a lado ao redor do atleta. Por causa da resolução em qualidade 4K, ele consegue aproximar sem perder a resolução em alta definição.

O sistema junta as informações de todas as câmeras e não precisa criar virtualmente quadros de preenchimento. Também não é necessário um processo de renderização (produto final de um processamento digital). Com isso, os replays em 360 graus ficam prontos em apenas cinco segundos.

Veja abaixo um vídeo gerado pelo "efeito Matrix", em uma apresentação da brasileira Rebeca Andrade, medalhista de prata na ginástica artística:

Para o basquete, a OBS (Olympic Broadcast Services), organização criada pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) para produzir e transmitir imagens dos Jogos Olímpicos, fez uma parceria com a Intel para também gerar replays em 360 graus em todas as partidas da modalidade.

O efeito TrueView cria um vídeo em 3D por meio das 35 câmeras 4K distribuídas na Saitama Super Arena. É algo parecido com o que a Intel faz em transmissões esportivas da La Liga, o Campeonato Espanhol. Assista a um vídeo abaixo: 

Aqui no Brasil, a Globo também já usou o recurso. A primeira vez foi em novembro de 2014, num duelo entre Flamengo x Coritiba pelo Campeonato Brasileiro no Maracanã. Na ocasião, Tadeu Schmidt explicou no Fantástico como esse sistema funcionava.

"Sabe como é produzida essa imagem? Várias câmeras são posicionadas em torno do campo. As imagens de todas elas são enviadas simultaneamente para um computador que cria esse efeito", resumiu o jornalista.

Na ocasião, o colunista Mauricio Stycer registrou no UOL que a emissora usou o recurso apenas duas vezes durante a transmissão, em lances que aconteceram no mesmo lado do campo. Ainda não havia a agilidade de gerar o replay em um intervalo de cinco segundos, como já acontece nas Olimpíadas de Tóquio.


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