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BANHO DE SANGUE

Reality show extermina drag queens em meio a vermes e tripas

Fotos: Reprodução/Hey Qween TV

As drag queens Swanthula e Dragmorda, conhecidas como Boulet Brothers, de peruca branca e um colar que imita sangue escorrendo do pescoço

Swanthula e Dragmorda, as Boulet Brothers; dupla idealizou e apresenta a competição Dragula

DANIEL FARAD

Publicado em 25/9/2019 - 5h22

Esqueça o glitter de RuPaul's Drag Race, vencedor do Emmy de melhor reality show pelo segundo ano consecutivo. No reality Dragula, as drag queens deixam o colorido habitual de lado para competir em um verdadeiro show de horrores. As participantes são testadas até o limite emocional e físico em meio a muito sangue, referências satânicas e banquetes com vísceras de animais e insetos.

O programa, disponível no YouTube, é bem mais sombrio que o seu concorrente famoso e premiado. É um concurso de beleza às avessas. Em vez de disputas envolvendo atuação e canto, as concorrentes precisam se enfrentar num ringue de luta-livre ou até mesmo costurar um figurino feito com lixo, incluindo absorventes e aparelhos de barbear.

A maquiagem e as fantasias impressionam. Membros decepados e olhos saltados chocam não só o telespectador, mas também os jurados convidados pela atração. Já passaram pela bancada as atrizes Cassandra Peterson, mais conhecida por interpretar a feiticeira Elvira, e Milly Shapiro, que fez sucesso na pele de uma adolescente possuída no filme Hereditário (2018).

Vestida de bruxa, participante leva banho de água fria em desafio

Vestida de bruxa, participante leva banho de água fria em desafio do reality show Dragula

De longe, os desafios principais são leves em comparação à eliminação, chamada de Exterminação. As provas testam a coragem e a resistência das piores candidatas. Se der sorte, a competidora precisará "apenas" pular de paraquedas ou fazer a pior tatuagem que conseguir pensar.

As mais azaradas são submetidas a torturas físicas e psicológicas. Em um dos momentos mais pesados, na estreia da segunda temporada, três participantes foram perfuradas por agulhas hipodérmicas. A que menos aguentou a dor foi eliminada.

Ainda é preciso segurar o vômito. Uma das artistas se negou a participar de um jantar em que foi servido cérebro e fígado de porco, crus, acompanhados de uma taça de sangue bovino.

O público descobre quem deixa a produção em esquetes que imitam películas clássicas de terror. A eliminada grava uma cena em que é assassinada pelas apresentadoras, as Boulet Brothers. Os desfechos incluem as personagens derretidas em ácido, afogadas em privadas e queimadas na fogueira.

Competidoras comem cérebro de porco cru na temida Exterminação: tortura física na TV

Idealizadoras do projeto, as drags Dragmorda e Swanthula Boulet já faziam um concurso parecido em casas noturnas de Los Angeles e San Francisco, nos Estados Unido. A primeira temporada foi lançada no Halloween de 2016 e distribuída inicialmente na internet.

Além do título de "supermonstro", a campeã ganhou uma coroa de ossos e um prêmio de US$ 10 mil (R$ 41,6 mil), levantado em uma vaquinha virtual. Em 2019, o programa ficou mais rico e oferece US$ 25 mil (R$ 104,2 mil).

A primeira temporada está disponível em inglês, sem opção de legenda em português, no canal Hey Qween TV, no YouTube, e o streaming Amazon Prime Video comprou os direitos de exibição das outras duas edições, ainda sem previsão de estreia no Brasil.

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