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MEMÓRIA DA TV

Programa esquecido de Faustão na Band era comportado e sem palavrões

REPRODUÇÃO/BAND

Fausto Silva e Mário Covas no Safenados e Safadinhos em uma imagem em preto e branco

Fausto Silva e Mário Covas (1930-2001) no Safenados e Safadinhos (1987-1988), na Band

THELL DE CASTRO

Publicado em 26/9/2021 - 9h00

A partir de janeiro de 2022, Fausto Silva vai comandar o Faustão na Band de segunda a sexta, das 20h30 às 22h45. O que pouca gente se lembra é que, além do famoso Perdidos na Noite (1984-1988), o apresentador já teve outra atração noturna na grade da emissora.

Mesmo quem não era nascido na década de 1980 já ouviu falar do Perdidos na Noite, atração que revelou Faustão e passou por TV Gazeta, Record e Band, onde fez muito sucesso e carimbou o passaporte do apresentador para a Globo, em 1989.

Além de retrospectivas que sempre citam a inovadora atração, que era exibida nas noites de sábado, rotineiramente o próprio Faustão comentava sobre o antigo programa no Domingão, especialmente quando recebia convidados que batiam ponto naquela época.

Mas Fausto teve outro programa na Band, entre 1987 e 1988. Tratava-se do Safenados e Safadinhos, atração com temática totalmente diferente da anarquia generalizada do Perdidos na Noite.

A produção, dirigida por Augusto César Vannucci (1934-1992), ia ao ar nas noites de quarta e estreou em 9 de setembro de 1987, contando com a participação exclusiva de pessoas com menos de 15 anos e acima de 50.

"Vai ser uma espécie de família onde netinhos e vovôs se confraternizam", explicou o apresentador. "Quem está acostumado a assistir ao Perdidos na Noite, também apresentado pelo Fausto, não vá pensando que os programas se parecem. O clima promete descontração, mas nada de baixarias, avisa ele", destacou o Jornal do Brasil de 23 de agosto de 1987.

Na estreia, Faustão recebeu os cantores compositores mirins da Escola de Samba do Futuro, da Império Serrano, e promoveu um inusitado campeonato de tricô, com vovós entre 50 e 57 anos concorrendo entre si.

"Criança normalmente é tratada como imbecil e velho só é mostrado na televisão em asilos, doentes ou de baixo astral", explicou Faustão ao Jornal do Brasil do dia da estreia. "Não se trata de um programa de políticos em Brasília, como o título pode sugerir, mas sim de um programa infanto geriátrico", completou ele.

Programas opostos

No Safenados e Safadinhos, a postura de Faustão era completamente diferente daquela que ele tinha no Perdidos na Noite. Em artigo no JB de 16 de setembro de 1987, Cora Rónai disse que aquilo era um paradoxo, já que o apresentador passou 50 minutos sem soltar um palavrão sequer.

Apesar da proposta diferenciada, nem tudo foram flores. O programa recebeu algumas críticas, como a de Ingo Ostrovsky no JB de 8 de novembro de 1987. "A ideia de ter safenados e safadinhos exercitando seus talentos é bastante simpática, mas tem alguma coisa que não está funcionando direito", escreveu ele. O jornalista continuou:

Os safadinhos, por exemplo, custam a ficar à vontade e se resumem a respostas lacônicas nas entrevistas. Na verdade, são na maioria garotos e garotas querendo se comportar como adultos, o que não chega a ser safadeza nenhuma. Os safenados, ao contrário, estão muito à vontade e se apresentam com muita safadeza.

Sem o mesmo Ibope e, principalmente, a mesma repercussão do Perdidos, o Safenados e Safadinhos continuou no ar até a saída de Faustão da Band, no final de 1988. Em março do ano seguinte, ele estreava o Domingão do Faustão (1989-2021), que finalizou sua trajetória na Globo em junho deste ano.


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