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Programa conta bastidores e elege 50 filmes brasileiros essenciais

Acervo Pessoal

Rubens Ewald Filho conduz a série 50 Grandes Filmes Brasileiros, do canal Max - Acervo Pessoal

Rubens Ewald Filho conduz a série 50 Grandes Filmes Brasileiros, do canal Max

GABRIEL PERLINE

Publicado em 5/4/2016 - 5h04

Não se trata de uma aula, mas de um passeio pela história do cinema nacional. É dessa maneira que o apresentador Rubens Ewald Filho define 50 Grandes Filmes Brasileiros, série documental que estreia hoje (5), às 23h, no canal Max. Ao longo de dez episódios, cada um pautado por um gênero diferente, ele entrevista críticos, atores e cineastas em busca de histórias curiosas de bastidores das produções nacionais que se destacaram entre categorias como comédia, road movie e adaptações literárias.

O primeiro episódio trata de filmes policiais, gênero contraditório do cinema brasileiro que coleciona incontáveis produções desastrosas e algumas poucas obras-primas, como Amei um Bicheiro (1952), com Grande Otelo e Jece Valadão, e o contemporâneo Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro (2010), ambos no top 5 da série.

"Em nenhum momento dizemos que esses são os melhores filmes de cada categoria. São 50 grandes filmes. Definir algo como 'melhor' é complicado, pois esse tipo de avaliação demanda gosto pessoal. Seguir por essa linha nos obrigaria a ser injustos com muitas produções", comenta Ewald Filho.

Para avaliar os filmes e eleger os cinco principais de cada categoria, o apresentador contou com a ajuda de amigos bastante entendidos do assunto. Ao longo dos episódios, alguns deles aparecem no vídeo defendendo as produções escolhidas e relatando histórias de bastidores. No episódio de hoje, por exemplo, há uma longa entrevista com o crítico Luiz Carlos Merten e com os cineastas Hector Babenco, Bráulio Mantovani e Beto Brant.

Os quadros são narrados pelo próprio Rubens Ewald Filho, que aparece sozinho em alguns momentos da série e traz informações sobre o período histórico em que os filmes foram feitos e os impactos sociais gerados a partir de suas exibições. Ele também aproveita para dar a sua opinião.

"Pode parecer horroroso o que vou dizer, mas eu sabia comentar todos os filmes. Não pesquisei absolutamente nada para falar sobres os eles, está tudo guardado na minha memória", diz ele, que entrevistou em torno de 70 pessoas, entre amigos e desafetos, para o programa. "Esse amor ao cinema me redeu ótimas amizades, e a maioria dos meus amigos topou gravar comigo", diz. Um dos poucos desafetos era Hugo Carvana (1937-2004), que gravou sua participação na série poucas semanas antes de morrer em decorrência de um câncer no pulmão.

divulgação/max

O roteirista de novelas Silvio de Abreu ao lado de Rubens Ewald Filho nas gravações da série

Para cinéfilos e para leigos

Há uma sequência de acertos em 50 Grandes Filmes Brasileiros: o bom desempenho de Rubens Ewald Filho, a qualidade das entrevistas e depoimentos apresentados em cada episódio, as listas de filmes e a vinheta de abertura, um vídeo colorido e preenchido por desenhos em pop art de cenas icônicas dos filmes nacionais.

Alguns fatores, no entanto, poderiam ter sido melhor trabalhados: as longas entrevistas e o tempo de duração dos episódios. Juntos, fazem com que alguns discursos sejam redundantes e repetitivos, e esticam o programa.

Como Rubens é um cinéfilo e crítico renomado, e seus entrevistados são pessoas que entendem muito bem do tema, em alguns momentos a série exige o mínimo de repertório cinematográfico do telespectador, já que apresentador e comentaristas buscam camadas mais densas sobre as produções analisadas.

A edição promove algumas interferências quando o episódio pende para uma discussão de nicho, interrompe a cena da entrevista de Rubens Ewald Filho e corta para um take do apresentador explicando parte daquilo que pode gerar confusão ou estranhamento por parte do público de casa. Esse recurso, embora aplicado com frequência, deixa algumas questões em aberto.

No primeiro episódio, por exemplo, Ewald e Merten engatam um bate-bola de informações picadas sobre a trajetória de Grande Otelo (1915-1993), e fazem os leigos se perderem no tema. A redenção vem mais tarde, com a exibição de um vídeo explicando os detalhes da conversa anterior, enaltecendo a carreira de Otelo e colocando fim à dúvida provocada nos telespectadores.


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