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Humor

Porta dos Fundos mira Estados Unidos, mas rejeita TV aberta

Reprodução/Porta dos Fundos

A atriz Julia Rabello em Sobre a Mesa, primeiro grande sucesso do Porta dos Fundos, em 2012 - Reprodução/Porta dos Fundos

A atriz Julia Rabello em Sobre a Mesa, primeiro grande sucesso do Porta dos Fundos, em 2012

DANIEL CASTRO

Publicado em 27/2/2015 - 6h51

Depois de conquistar a internet brasileira, de chegar à TV paga e de virar filme, o Porta dos Fundos quer entrar no maior mercado do planeta, o norte-americano. A meta ambiciosa foi exposta por Juliana Algañaraz, CEO do coletivo de humor, em uma concorrida apresentação ontem (26) no Rio Content Market, um dos principais eventos do mercado de audivisual da América Latina.

"Sei que parece pretensioso, mas queremos chegar aos Estados Unidos", anunciou Algañaraz após mostrar uma linha do tempo com os principais marcos do Porta dos Fundos, que desde 2012 já atingiu 1,5 bilhão de visualizações de vídeos. "Mas não queremos ir para a TV [aberta]. Toda vez que vamos para a TV temos problemas de censura, menos na Fox", disse a executiva argentina, ex-chefe da filial brasileira da Endemol. Segundo ela, o contrato com a Fox prevê que a programadora não poderá cortar ou inserir qualquer elemento que altere os vídeos originais do Porta.

Contratada em 2014 para gerenciar a expansão do Porta dos Fundos, Algañaraz não revela como o grupo irá chegar aos Estados Unidos. Antes, diz ela, há algumas etapas a cumprir. Ainda neste ano, o coletivo lançará uma série original para a Fox brasileira (O Grande Gonzalez) e irá preparar outra para a Fox portuguesa. Vai também rodar seu primeiro longa-metragem e lançar novos canais na web. Para 2016, estão previstos mais dois filmes e uma animação. O Porta é hoje uma produtora que emprega mais de 50 profissionais e tem cinco ilhas de edição.

Isso não é humor

Durante a apresentação no Rio Content, Antonio Tabet, o Kibe Loco, revelou um bastidor dos primórdios do grupo. Primeiro grande sucesso do grupo no YouTube, com mais de 17 milhões de visualizações, o vídeo Sobre a Mesa é um festival de baixaria. Nele, a atriz Julia Rabello interpreta uma mulher que, à mesa de jantar com o marido, diz que gostaria de fazer sexo até com o exército israelense, com todos aos mesmo tempo, e de luz acesa para ver o "bocaque" ("Põe no Google que você vai saber o que é").

Segundo Tabet, os bastidores do vídeo foram de muita tensão. Após gravá-lo, Rabello tentou impedir a publicação. Acreditava que o programete acabaria com sua reputação e atrapalharia seu futuro profissional. A atriz foi vencida, e o marido dela, Marcos Veras, se revoltou. Então sócio do grupo, Veras ligou possesso para Tabet. "Isso não é humor! Isso não é humor!", ele gritava, de acordo com o humorista.

"No dia seguinte, o Veras encontrou a Glória Pires no Projac e ela disse pra ele: 'Amei o vídeo, sua mulher está ótima'. O vídeo viralizou e, depois desse encontro com a Glória, o Veras mudou o conceito de humor", revelou Tabet.


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