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Tá Brincando

Otaviano Costa chora, passa medo e 'vê Jesus' em primeiro programa solo na Globo

João Miguel Júnior/TV Globo

Otaviano Costa no cenário do Tá Brincando, programa que apresenta na Globo a partir deste sábado - João Miguel Júnior/TV Globo

Otaviano Costa no cenário do Tá Brincando, programa que apresenta na Globo a partir deste sábado

FERNANDA LOPES, do Rio de Janeiro

Publicado em 5/1/2019 - 5h34

No Tá Brincando, programa que estreia neste sábado (5) na Globo, idosos enfrentam jovens em desafios no palco. Mas é Otaviano Costa quem mais se esforça para se manter inteiro do início ao fim do programa. O apresentador de 45 anos comanda sua primeira atração solo na emissora e demonstra sua conhecida facilidade para lidar com os mais velhos e se emocionar. Agora ele também encara esportes radicais e enfrenta seus medos.

Com 45 minutos de duração, o Tá Brincando é todo focado em mostrar como idade é apenas um número e há muita gente com mais de 60 anos mandando bem em atividades diversas, tanto físicas quanto intelectuais. 

O programa é dividido em quatro segmentos. No principal, idosos selecionados pela produção formam o "Super Time" e enfrentam jovens em desafios esportivos e de conhecimento geral. Há ainda apresentações artísticas dos idosos no palco, além de dois quadros externos.

Em Valeu a Pena, Otaviano revisita o passado de um idoso que se destacou muito em sua juventude, como uma ex-bailarina, por exemplo. Já em Os Impressionantes, o apresentador acompanha algum idoso em uma atividade radical e surpreendente. E é aí que o bicho pega, segundo o marido de Flávia Alessandra.

Reprodução/TV Globo

Costa prestes a saltar de paraquedas, apavorado

"O quadro me leva por lugares que eu nunca imaginei Brasil afora para acompanhar essa galera nessas atividades malucas. Socorro, pelo amor de Deus. Minha maior furada foi o paraquedas. Já tinha pulado, mas não lembrava do quão terrível era. Teve também um senhor que me convidou pra fazer loopings no ar [em um avião]. Dá medo. Tem um momento do looping em que a força é tão grande que vai cansando você, vai dando um enjôo e você começa a ver Jesus", conta.

"Eu brinco com a situação, falo que odeio eles [os idosos radicais]. Falo que eles poderiam estar jogando gamão, dominó, contando historinha pra mim. Mas não, vamos saltar de paraquedas. É uma brincadeira, num momento terrível", completa. 

Além dos personagens dos quadros, no palco os idosos também impressionam em diversas atividades. A Globo selecionou um Super Time de 19 pessoas entre 60 e 80 anos que se superaram ao longo da vida em suas carreiras, como o cantor Sidney Magal, o jogador de bilhar Rui Chapéu, o ex-jogador de futebol Edinho e o campeão de tênis de mesa Ubiraci da Costa, conhecido como Biriba.

Nos desafios, os veteranos provam que ainda têm muita disposição e são capazes de derrotar os mais jovens. Conhecido por ser o apresentador mais "manteiga derretida" da Globo, Otaviano Costa não segura o choro e se emociona com as histórias de vida dos mais velhos.

"A minha emoção está desde os bastidores. O processo me faz muito feliz, essa troca. Eu choro ali fora, choro vendo vídeo [na edição]. No palco, chorei algumas vezes, mas não aqueles choros terríveis, que a gente fica feio. São chorinhos gostosos de inspiração, das palavras que eles dizem. Minha emoção é muito maior em estar aqui, fazendo isso", afirma. 

João Miguel Júnior/TV Globo

Costa e parte do Super Time, com Artur Xexéo, Rui Chapéu, Gislaine Castro, Biriba e Edinho

O Tá Brincando foi uma encomenda da Globo, do núcleo do diretor Ricardo Waddington, para as tardes de sábado. A ideia era fazer um programa popular e que misturasse diferentes gerações para essa faixa horária. 

O formato é importado do Reino Unido, mas Costa conta que participou junto com a direção e a produção de reuniões de pesquisa e criação da versão brasileira do programa. Após oito anos contratado pela Globo, é a primeira vez em que ele ganha um programa só seu, e a expectativa está bem alta.

"O Tá Brincando é uma biblioteca de possibilidades. Tá brincando com seus limites, tabus, emoções, disputas. É uma plataforma muito ampla, provoca várias reflexões. A expectativa é a melhor possível. A sensação que me passa é de que é um programa que as pessoas não têm que mastigar em casa pra entender do que ele é feito. Isso não é depreciativo, é um programa popular, corre fácil. Tenho certeza que o produto que a gente está entregando é muito forte", conclui. 

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