Pode quase tudo

‘Na TV, o limite é sexo explícito e urinar no palco’, diz Fábio Porchat

FOTOS: GIANNE CARVALHO/MULTISHOW

Fábio Porchat apresenta o Tudo Pela Audiência e trabalha em talk show para Record - FOTOS: GIANNE CARVALHO/MULTISHOW

Fábio Porchat apresenta o Tudo Pela Audiência e trabalha em talk show para Record

MÁRCIA PEREIRA - Publicado em 18/04/2016, às 05h34

Ligado em 220 volts, Fábio Porchat está terminando de gravar a terceira temporada de Tudo Pela Audiência, que estreia em 9 de maio no canal Multishow. Depois, vai se dedicar à criação de seu talk show na Record, com estreia prevista para setembro. Ao mesmo tempo, continua trabalhando no Porta dos Fundos e no teatro. O humorista diz que gosta de fazer várias coisas ao mesmo tempo e que pensa como um "fazedor de conteúdo". Apresentando um programa na TV paga em que tudo é possível, diz que "na TV, o limite é sexo explícito e urinar no palco".

Só que, na TV aberta, Porchat reconhece que nem tudo é possível e que, mesmo seu novo programa na Record entrando no ar à 0h15, terá limitações a superar. A emissora pertence a Edir Macedo, fundador da igreja Universal do Reino de Deus, mas o humorista insiste que não vai sofrer censura. "Muita gente falou que eu não poderia falar de religião, mas nunca vi o Jô [Soares] nem o Danilo [Gentili] falar de religião. O que eu quero é poder brincar com Record, com as pessoas e os programas de lá. Eles disseram que não vai ter problema nenhum", conta.

Porchat dá como exemplo de liberdade na Record o fato de poder entrevistar o padre Marcelo Rossi ou o padre Fábio de Mello. "Eles não vetam nenhum tipo de convidado. Tenho de falar de tudo, de tudo o que está acontecendo", declara, até com certa inocência. Qualquer funcionário da emissora paulistana sabe que lá não se faz qualquer menção à Igreja Católica, principalmente se for positiva.

Estreia em setembro

Com produção da Eyeworks, o talk show na Record estreia após a Olimpíada, mas Fábio Porchat está trabalhando nos bastidores desde o momento em que foi contratado. O multimídia participa de toda a criação do programa. É ele quem está escolhendo os profissionais "cabeça" da atração, como os roteiristas. O comediante passou uma semana em Los Angeles, nos Estados Unidos, visitando estúdios que produzem talk show para ver como tudo funciona.

Seu programa será exibido de segunda a quinta-feira, à 0h15, e as gravações acontecerão em São Paulo. Inicialmente, a atração não é por temporada. Estreia em setembro e fica no ar direto até dezembro de 2017. "Quando o programa é seu, você tem de saber o que está acontecendo para ter o âmago da questão. Estou preocupado em ter um produto legal. Ver como isso vai repercutir é um segundo passo. Não tem de pensar primeiro em inovar. É um talk show, vai ter entrevistados, texto de humor na abertura, o principal é ser um bom produto", resume.

 

Tatá Wermeck e Fábio Porchat à frente do programa Tudo Pela Audiência, do Multishow

Se o talk show ainda é uma novidade na carreira de Porchat, ele tem outros projetos em que já se sente à vontade. No Multishow, o Tudo Pela Audiência chega à terceira temporada. As gravações terminam na próxima semana. Na atração, o humorista não exerce só a função de apresentador, também participa das reuniões de texto e aprova quadros.

Porchat diz que foi um desafio essa nova temporada porque é mais difícil fazer um programa que não tem limite. "A gente vai indo e extrapolando. Eu topo tudo, mas tem os limites da televisão. Acho que sexo explícito e urinar no palco é o limite", comenta.

Para ele, o público não sabe o que quer ver, precisa ser surpreendido. Ele e Tatá Wernek ficaram um ano e meio sem gravar a atração e sem se ver. No entanto, o tempo não os fez perder o jogo de cintura dessa parceria. São 30 novas edições inéditas, que serão exibidas pelo Multishow a partir de 9 de maio, de segunda a sexta-feira, às 22h30.

Além disso, Porchat está em cartaz no Rio de Janeiro com a peça Meu Passado Me Condena, escreve e grava os esquetes do Porta dos Fundos e lança em 30 de junho o filme Contrato Vitalício, do Porta dos Fundos, que ele escreveu e atuou. "Tem um desenho Angry Birds que eu dublei, animação da Sony que será lançada em maio. Escrevo para o Estadão [jornal O Estado de S. Paulo] todo domingo, e dá tempo de fazer exercícios, ir ao cinema, ao teatro etc."


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