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LUTO

Morre Bibi Ferreira, considerada a grande dama do teatro brasileiro

Tata Barreto/TV Globo

A atriz Bibi Ferreira em entrevista concedida à TV Globo em 2017: rainha dos palcos brasileiros - Tata Barreto/TV Globo

A atriz Bibi Ferreira em entrevista concedida à TV Globo em 2017: rainha dos palcos brasileiros

REDAÇÃO

Publicado em 13/2/2019 - 14h55
Atualizado em 13/2/2019 - 17h35

A atriz Bibi Ferreira, considerada a maior diva do teatro brasileiro, morreu na tarde desta quarta-feira (13), vítima de uma parada cardíaca. Ela passou mal em sua casa, no Flamengo, e não resistiu. Nascida Abigail, ela ganhou o apelido Bibi ainda criança, e o transformou em nome artístico. A atriz tinha 96 anos de vida e de carreira: fez sua estreia nos palcos quando tinha apenas 24 dias.

A morte da veterana foi confirmada ao jornal O Globo pela filha da atriz, Teresa Cristina, fruto de seu casamento com Armando Carlos Magno, o segundo de seus seis maridos. Ela também foi casada com o diretor Carlos Martins Lage, com o ator e diretor Herval Rossano e com os atores Édson França, Paulo Porto e Paulo Pontes.

O velório acontecerá na quinta-feira (14), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. O evento está previsto para começar às 10h. Em seguida, o corpo será cremado.

Filha do ator Procópio Ferreira (1898-1979) e da bailarina argentina Aída Izquierdo, a carioca Abigail Izquierdo Ferreira fez sucesso como atriz, cantora, compositora e diretora de teatro.

Seu primeiro trabalho artístico foi aos 24 dias de vida, substituindo uma boneca no espetáculo Manhãs de Sol, de Oduvaldo Vianna (1892-1972). O objeto de cena tinha desaparecido pouco antes do início da apresentação.

Embora tenha atuado em diversas peças na infância e ser considerada a atriz mirim mais requisitada da época, sua estreia profissional só ocorreu, de fato, aos 19 anos. Aos 22, abriu sua própria companhia de teatro, reunindo atores que se viraram referência dos palcos nacionais, como Cacilda Becker e Maria Della Costa.

Após passar uma temporada em Portugal, atuando e dirigindo espetáculos durante os anos 1950, ela retornou ao Brasil na década seguinte e emplacou uma sequência de musicais nos palcos e também na TV, como os clássicos My Fair Lady e O Homem de La Mancha.

Além de atuar, dirigiu as cantoras Maria Bethânia e Clara Nunes (1942-1983) no musical Brasileiro, Profissão: Esperança, do marido Paulo Pontes. No espetáculo Deus Lhe Pague, dirigiu Walmor Chagas (1930-2013), Marília Pêra (1943-2015), Marco Nanini e mais 50 outros artistas.

Conhecida por sua carreira teatral, Bibi também passou pela televisão. Na década de 1960, comandou na TV Excelsior o programa ao vivo Brasil 60 (renomeado de acordo com o ano em que era exibido), no qual levava para o canal alguns dos grandes nomes do teatro. Na mesma emissora, apresentou também o Bibi Sempre aos Domingos. As atrações lhe renderam cinco troféus Imprensa de melhor animadora.

Considerada a grande dama do teatro nacional e uma artista completa, capaz de atuar, cantar, compor e dirigir, ela dedicou os últimos anos de sua vida à música. Fez turnês pelo Brasil cantando clássicos de alguns de seus ídolos, como Edith Piaf, Amália Rodrigues e Frank Sinatra. 

Em setembro do ano passado, a veterana finalmente anunciou sua aposentadoria dos palcos, depois de 95 anos na ativa. Ela, que sempre negou que pararia de se apresentar, teve de repensar sua decisão para preservar a saúde: chegou a gravar um show, Por Toda a Minha Vida, no qual teve de ficar sentada o tempo todo. 

"Nunca pensei em parar, essa palavra nunca fez parte do meu vocabulário, mas entender a vida é ser inteligente. Fui muito feliz com minha carreira. Me orgulho muito de tudo que fiz. Obrigada a todos que de alguma forma estiveram comigo, a todos que me assistiram, a todos que me acompanharam por anos e anos. Muito obrigada", disse ela no comunicado de que se afastaria dos palcos.

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