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Análise

Medo de derrota para o SBT motivou perdão da Record a Geraldo Luís

Reprodução/Record

Geraldo Luís no programa de 17 de abril, em que criticou a Record ao vivo - Reprodução/Record

Geraldo Luís no programa de 17 de abril, em que criticou a Record ao vivo

DANIEL CASTRO

Publicado em 17/5/2016 - 6h32
Atualizado em 17/5/2016 - 8h01

A causa do inesperado perdão da Record a Geraldo Luís tem nome e sobrenome: Senor Abravanel, o Silvio Santos. O dono do SBT quer Geraldo Luís no comando de um programa aos sábados e vinha negociando com o apresentador em seus cada vez mais rotineiros encontros no salão do cabeleireiro Jassa, em São Paulo. A informação chegou aos ouvidos dos bispos da Record. Diante de uma possibilidade real de concorrência no dia em que são mais frágeis no Ibope, os executivos de Edir Macedo decidiram engolir o orgulho. No último domingo, numa atitude bíblica, a Record convocou Geraldo Luís para voltar ao comando do Domingo Show, um mês depois de o apresentador ser punido por reclamar no ar de cortes em uma reportagem sua.

A Record estava disposta a manter Geraldo Luís na geladeira até abril do ano que vem, quando vence o contrato. Seus advogados chegaram a estudar brechas para uma eventual rescisão, mas essa hipótese foi logo descartada. Por dois motivos: 1) a emissora poderia precisar do apresentador a qualquer momento; 2) não existe castigo pior do que o frio ostracismo da geladeira.

As conversas entre Silvio Santos e Geraldo Luís esquentaram. Os dois já tinham desenhado uma solução para a multa de R$ 1,5 milhão que seria cobrada pela Record por quebra de contrato. Esse valor seria quitado pelo SBT, que o descontaria dos vencimentos do apresentador, em parcelas mensais.

Fosse só pelo Ibope, a Record não teria motivos para chamar Geraldo Luís de volta tão apressadamente. O substituto Luiz Bacci segurou a onda, manteve o Domingo Show nos mesmos patamares de audiência do titular. Mas bateu na direção da Record, contudo, um medo de que Bacci virasse uma nova Xuxa, ou seja, que passasse a sofrer rejeição do telespectador e que o Ibope caísse.

A verdade é que, goste ou não, Geraldo Luís é bom naquilo que faz. Ninguém conta histórias populares em reportagens sensacionalistas de quase duas horas como ele, discípulo de Gil Gomes. Geraldo Luís é capaz de transformar uma nota de rodapé em uma grande história. Ele tem um incrível controle das entrevistas. Consegue imprimir narrativa enquanto faz perguntas e ouve respostas.

No último domingo, por exemplo, Bacci perguntou tudo o que deveria para o ex-Trapalhões Dedé Santana. Mas ia e vinha. Sua entrevista ondulava conforme as respostas do entrevistado e teve de ser picotada na edição. Com Geraldo Luís, o material teria uma continuidade, seria uma colagem de planos-sequência. Talvez não fosse tão esclarecedora, mas teria mais drama.


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