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EXIGE R$ 155 MIL

Empresário processa a Globo por humilhação 'mundial' no Profissão Repórter

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Djalma Sabóia em entrevista para Monique Evelle no Profissão Repórter, da Globo

Djalma Sabóia em entrevista para Monique Evelle no Profissão Repórter; empresário processou Globo

ELBA KRISS e LI LACERDA

elba@noticiasdatv.com

Publicado em 9/4/2021 - 7h05

O Profissão Repórter que acompanhou a rotina de Simone e Simaria e Marília Mendonça em 2017 virou processo na Justiça. O empresário artístico Humberto Djalma Nunes Sabóia, entrevistado pelo programa, considerou que foi retratado de forma negativa. Para ele, sua humilhação foi "mundial" e, por isso, move contra Globo uma ação de danos morais em que pede R$ 155 mil de indenização.

O processo corre na 2ª Vara do Foro de Ubatuba, em São Paulo, desde 16 de junho de 2019. O Notícias da TV teve acesso aos autos em que Sabóia se queixa do programa capitaneado por Caco Barcellos.

Em 31 de maio de 2017, a equipe do Profissão Repórter exibiu um especial sobre o universo sertanejo feminino. Simone e Simaria e Marília Mendonça abriram os bastidores de seus shows para mostrar o sucesso das mulheres no mercado musical.

A reportagem também acompanhou cantoras em início de carreira que tentavam a sorte no mercado milionário da música. Uma das entrevistadas foi Ruama Feitosa, que falou sobre a expectativa de assinar o primeiro contrato da carreira. E foi aí que Sabóia entrou.

Simone e Simaria conversam com Caco Barcellos no Profissão Repórter (Reprodução/TV Globo)

Na atração, a repórter Monique Evelle exibiu a rotina de Ruama e de seu empresário --e também namorado-- André da Silveira. O mote da entrevista foi a negociação da sertaneja com Sabóia, apresentado pelo jornalístico como a pessoa a "investir na carreira" da artista.

Na sequência, repórter e cantora foram ao encontro do homem de negócios em Ubatuba, no litoral paulista, para assinar o tão sonhado documento. Identificado pelo programa jornalístico da Globo como "dono de loja de pneus, hotel e restaurantes", Sabóia concedeu entrevista sobre seu novo investimento, o ramo de shows.

"A gente calcula [investir] entre R$ 20 e R$ 30 mil por mês", declarou ele para o Profissão Repórter. O contrato com a jovem promissora foi assinado diante das câmeras da Globo.

Contrato desfeito e confusão armada

No entanto, a reportagem exibiu que, um mês e meio após firmar a parceria, Ruama não teve sucesso na empreitada. "Foram prometidas muitas coisas, como gravação de CD novo, banda, investimento nisso e naquilo. Nada aconteceu. Nesta semana, meu empresário maravilhoso [Sabóia] simplesmente sumiu e desapareceu. [Ele] Me bloqueou de todas as redes sociais sem dar o porquê disso", lamentou ela.

Ruama Feitosa em entrevista para Monique Evelle no Profissão Repórter (Reprodução/TV Globo)

As duas, então, tentaram ligar para o investidor, mas sem sucesso. Foi justamente esse desfecho que deixou Sabóia indignado. Na ação que ele move apenas contra a Globo, argumenta que sua imagem foi exposta na TV de forma negativa e exige até hoje um direito de resposta.

No processo, ele "alega que é comerciante conhecido na cidade e também exerce atividade de investidor no mundo musical" e "teve sua imagem profissional abalada". Para Sabóia, o programa de Barcellos encenou uma ligação para fazer o público crer que ele "havia simplesmente abandonado a cantora contratada, tendo inclusive bloqueado seu número".

Em decisão de 29 de julho de 2020, o juiz Fabricio José Pinto Dias julgou as queixas do empresário improcedentes. Em sua decisão, ele ressaltou que o próprio autor admitiu nos autos que "após essas filmagens, houve um desentendimento" com a cantora.

Além disso, ele alega que, quando a artista tentou contatá-lo, o "fez do telefone celular de seu assessor e namorado [Silveira], este, sim, com o contato bloqueado" em seu aparelho. Por isso, "a ligação não se completou".

O magistrado ainda deu um sermão em Sabóia em sua decisão, por causa das explicações desconexas. "Fica deveras impossível imputar à requerida [Globo] qualquer responsabilidade civil pela matéria veiculada, conforme quer fazer crer o autor. Ficou patente nos autos que a requerida obteve autorização para realização da matéria jornalística, que houve um desentendimento entre o autor e a cantora após a reportagem e, por fim, o autor é confuso acerca de ligações e telefonemas bloqueados", descreveu.

"Diante de tais fundamentos, eis o porquê da improcedência do pedido. Condeno o requerente nas custas e despesas processuais, bem como em honorários advocatícios que fixo em 10% sobre o valor da ação", finalizou. Sabóia recorreu, mas teve seu recurso negado em segunda instância em 31 de março último.

Armação da Globo?

Ao Notícias da TV, o empresário se declarou ainda indisposto com o Profissão Repórter. "Não tive direito de resposta. Não fomos ouvidos nem nada. Eu só queria que retratassem o que aconteceu. Não tem como não ter sido prejudicado. Não fui ouvido", desabafa.

"Usaram de má-fé mesmo. [Eles] Me usaram como bode expiatório. Sou uma pessoa idônea, tenho empresa idônea. Resido em Ubatuba há 53 anos. Fizeram uma coisa que me prejudicou. Foi tudo armado contra a minha pessoa", reclama.

Segundo ele, a repercussão negativa por ser retratado como um investidor que abandona um cliente ultrapassou fronteiras. "As pessoas não sabiam nem o que estavam falando, em uma cidade que fui nascido e criado. Foi mundial! Tenho telefonemas de fora do Brasil, amigos que me ligaram para saber o que estava acontecendo", frisa.

Sabóia destaca que não foi procurado como deveria pela produção do Profissão Repórter. "Estou na mesma empresa, no mesmo endereço e com o mesmo telefone. Diz [a reportagem] que tentou ligar para mim. É mentira! Meu telefone não mudou. Ela [a repórter] que não conseguiu ligar", repete.

"Vou até o fim, porque não tem lógica você ser ofendido publicamente e ficar por isso mesmo. Eles [a Globo] vieram para Ubatuba, sabem onde eu moro, sabem onde é minha empresa, minha casa e meu comércio. Não podem falar que não me acharam", argumenta.

O comerciante nega que tenha bloqueado os contatos, o que poderia ter causado o desencontro telefônico. "Isso está errado. Já recorremos e foi para a frente essa ação. [Essa condenação] Não tem lógica. Vamos para o Tribunal Superior, vamos para qualquer lugar. Não tem como sermos condenados por uma coisa em que só fomos prejudicados", finaliza.

A reportagem entrou em contato com Tais de Oliveira Santos, advogada de Sabóia, mas não obteve retorno até o fechamento deste texto. Procurada, a Globo disse não se manifestar sobre assuntos sub judice.

Confira trecho do Profissão Repórter que foi parar na Justiça:


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