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Adotada

Ex-recepcionista de balada vira terapeuta familiar em reality da MTV

Divulgação/MTV

A ex-hostess Maria Eugênia atua como terapeuta familiar no reality Adotada, da MTV - Divulgação/MTV

A ex-hostess Maria Eugênia atua como terapeuta familiar no reality Adotada, da MTV

GABRIEL PERLINE

Publicado em 15/3/2016 - 6h59

O gênio forte e a falta de papas na língua levaram Maria Eugênia Suconic, 29 anos, a se tornar a única artista fixa da MTV no Brasil, onde apresentará dois programas neste ano. Prestes a estrear a terceira temporada do reality show Adotada, a ex-recepcionista de balada virou uma espécie de terapeuta familiar e vem protagonizando barracos nas casas de famílias que já visitou para a nova leva de episódios.

"Na primeira temporada eu cheguei a ser expulsa de uma das casas, porque a mãe de uma das famílias implicou com a minha roupa", lembra Mareu, como também é chamada. "Neste ano, como a dinâmica mudou e as famílias tiveram que se inscrever para participar do programa. Eu achei que fosse encontrar gente mais normal, mas foi pura ilusão. Já me desentendi e quebrei o pau com alguns participantes durante as gravações", adianta.

No ar a partir do próximo dia 29, o Adotada consiste em instalar Maria Eugênia durante alguns dias na casa de desconhecidos, como se ela fosse adotada por uma família. Sem script, o programa se desenvolve a partir das reações da apresentadora e das famílias anfitriãs, que costumam reagir com certa estranheza, por conta de seu modo extravagante de se vestir e porque ela não deixa para depois o que pode ser dito (ou feito) no ato. "Nunca estou preparada para entrar nas casas das pessoas, pois nunca sei o que me espera. É um programa que eu adoro fazer, embora encontre muita gente louca", diz.

Em suas estadas nas casas alheias, Maria Eugênia costuma detectar hábitos e comportamentos controversos, e atua como uma terapeuta familiar, mesmo sem nunca ter estudado psicologia. Ao colocar os donos das casas contra a parede, surgem diversos conflitos.

"Eu não sou como a Supernanny, porque eu não sigo o caminho do politicamente correto e não imponho regras às famílias. Quando vejo algo errado ou algo que eu não concordo, eu dou a minha opinião de acordo com o meu ponto de vista. Tanto é que tem gente que me acha maluca por causa das coisas que eu falo, pois eu tenho um gênio forte e bato de frente. Uma pessoa de fora consegue enxergar melhor os problemas de uma família", diz. "Quando entro em uma casa, eu entro de cabeça e me envolvo com os sofrimentos e os problemas de todas as famílias." 

Divulgação/MTV

Única artista fixa do elenco da MTV, Maria Eugênia deve apresentar novo programa em 2016

Origem

Graças aos pedidos do público por meio das redes sociais, Maria Eugênia conquistou seu espaço na televisão. Escalada para a primeira temporada do reality show Papito in Love (2013), também da MTV, no qual auxiliava o ex-namorado Supla a encontrar uma nova paixão, ela despertou a atenção da audiência com os seus comentários engraçados, o mau humor e o poder de argumentação. Na época, Mareu era uma mera freelancer. Hoje, é a única com contrato fixo.

Antes de chegar à TV, ela trabalhou como hostess de festas em casas noturnas. "Sempre gostei de estar na noite, de conhecer pessoas e estar perto dos meus amigos. Além disso, podia me montar inteira e ir trabalhar do jeito que eu quisesse", explica ela, que também foi produtora de moda. "Trabalhei em algumas festas da São Paulo Fashion Week e já tive problemas, inclusive com pessoas famosas".

Em uma das festas que organizou, ela precisou barrar a entrada de um artista bastante conhecido que não respeitou o dress code (código de vestimenta) indicado no convite. "Não barrava as pessoas porque eu queria, apenas respeitava as ordens que recebia. Mas eu ficava com tanta dó que dava um jeito de ajudar. E, na maioria dos casos, eu conseguia", lembra.

Próximos passos

Tornar-se a única estrela fixa da MTV implica uma carga horário de trabalho maior do que antes. Nesta temporada, Mareu ficará 16 episódios no comando do Adotada, seis a mais que no ano passado.

Assim que o Adotada chegar ao fim, já no segundo semestre, a apresentadora voltará a conversar com os executivos do canal para definir o formato de sua nova atração. "Minha vida sempre esteve ligada à moda. Desfilo desde meus oito anos. Caso eu consiga aliar moda e música em um programa, será perfeito. Mas neste momento eu quero primeiro concluir o Adotada para depois concentrar as minhas forças em algo novo", explica.

Comandar um novo reality show não seria um problema para ela. "Tudo o que faço, para mim, é praticamente um reality, pois eu sou a mesma pessoa o tempo todo e dou a minha opinião até mesmo quando não me pedem."


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