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TRIBUTO

Demitido em 2022, diretor Dennis Carvalho ganhará homenagem inédita da Globo

RENATO ROCHA MIRANDA/TV GLOBO

Dennis Carvalho está falando ao microfone em evento na Globo

Dennis Carvalho em evento na Globo: demitido em 2022, diretor ganhará homenagem

CARLA BITTENCOURT, colunista

carla@noticiasdatv.com

Publicado em 15/5/2024 - 6h10

Dennis Carvalho, de 76 anos, será o primeiro diretor homenageado pela série Tributo, do Globoplay. E a escolha do profissional é um tanto curiosa. Não pela trajetória que ele tem dentro da Globo, mas pelo fato de ter sido demitido de maneira conturbada em setembro de 2022. Na época, Dennis chegou a dar uma entrevista em que revelou estar magoado com a emissora pela forma com que foi dispensado.

A ideia é gravar o Tributo a Dennis Carvalho ainda neste ano, para que ele vá ao ar na segunda temporada da série, prevista para 2025. O programa fará parte da programação especial em comemoração aos 60 anos da TV Globo.

A emissora já está entrando em contato com diferentes atores e atrizes que trabalharam com Carvalho para agendar os depoimentos deles sobre o diretor, que também será convidado a participar do especial.

A segunda temporada do Tributo também homenageará Walcyr Carrasco, Tony Tornado, Susana Vieira, Neusa Borges, Gloria Menezes e Francisco Cuoco.

Dennis Carvalho tem uma história de sucesso dentro da Globo. Dirigiu mais de 40 programas, sendo 28 novelas, entre as quais Dancin' Days (1978), Vale Tudo (1988) e O Dono do Mundo (1991). O último trabalho dirigido por ele foi Segundo Sol (2018). Depois de quatro anos na geladeira, ele foi demitido.

Segundo o veterano, a maneira como foi abordado por Ricardo Waddington, então diretor dos Estúdios Globo, foi abrupta e desrespeitosa. "Waddington, que foi meu assistente e aprendeu muito comigo, me chamou na sala e disse: 'Nós não vamos renovar seu contrato, querido. Preferimos te chamar por obra certa, tá bom?'. O que me restava responder? 'Tá bom', falei e saí", lembrou ele, em maio do ano passado, à revista Veja.

O artista descreveu a política de contrato por obra como "precipitada e injusta". Para ele, a Globo entra em um saldo negativo ao perder tantos talentos. No entanto, Carvalho também não acha certo manter no quadro de funcionários que não trabalham há muitos anos.

"Bate um vazio, claro. Sinto saudade das pessoas, do convívio nos estúdios. [Mas] É inevitável guardar uma certa mágoa. Acho que merecia um pouco mais de respeito", declarou na época.

Três meses após a demissão, o diretor foi internado com uma pneumonia extensa e, posteriormente, com uma septicemia. O artista ficou entubado e em coma induzido. Carvalho ainda foi diagnosticado com uma embolia pulmonar.

Após a primeira alta, em janeiro, passou por duas novas internações para controlar princípios de pneumonia e instalar um marcapasso, devido a uma arritmia cardíaca. Após o episódio, ele passou a sair de casa com uma cadeira motorizada.

"Larguei completamente o cigarro, coisa que devia ter feito há pelo menos 15 anos, quando descobri um câncer nos pulmões e perdi parte de um deles. Mas continuei com a loucura. Em fases de grande tensão, como a estreia de novelas, fumava dois maços e meio por dia", confessou.

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