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CATFISH

Carência, alienação e depressão: Reality traça perfil de vítimas de golpes na web

DIVULGAÇÃO/MTV BRASIL

Ricardo Gadelha e Ciro Sales no primeiro episódio da nova temporada de Catfish, da MTV - DIVULGAÇÃO/MTV BRASIL

Ricardo Gadelha e Ciro Sales no primeiro episódio da nova temporada de Catfish, da MTV

GABRIEL PERLINE

Publicado em 25/7/2018 - 11h56

Com os jovens cada vez mais conectados e dominantes do universo digital, quais seriam as razões para que eles caiam em golpes de perfis fakes e se apaixonem por pessoas que não existem? O reality show Catfish, que estreia sua terceira temporada nesta quarta (25), na MTV, traça um perfil dessas vítimas. Para os apresentadores Ciro Sales e Ricardo Gadelha, elas reúnem características em comum: carência, alienação e depressão.

"Quem procura a gente é sempre uma vítima de alguém que está ocultando uma informação. Mas ela é, ao mesmo tempo, agente dessa situação em que se colocou, porque a pessoa tem que dar espaço para a outra exercer esse tipo de influência sobre ela. É alguma carência que abre espaço para que alguém a manipule", explica Sales ao Notícias da TV.

No reality, os apresentadores viajam o Brasil para explorar histórias de pessoas que namoram pela internet, mas que nunca se viram pessoalmente. Sales e Gadelha, quando acionados, tentam promover o encontro entre os casais.

O problema é que a maioria dos casos termina de maneira triste, já que quem busca a ajuda da dupla quase sempre acaba se decepcionando ao descobrir que a pessoa com quem está namorando pela web, na verdade, não existe.

"Na primeira temporada a gente encontrava casos em que quem nos procurava nunca tinha feito uma busca na internet sobre as pessoas que elas conversavam. O programa tem essa função de popularizar, de trazer uma informação de que existem ferramentas básicas que elas podem usar para não caírem em golpes", diz Gadelha.

O nome do programa é uma gíria designada para uma pessoa que possui um perfil falso redes sociais e mantém um relacionamento online com alguém que não sabe sua verdadeira identidade. E todo episódio tem um forte clima de tensão, já que a dupla tem como missão ajudar a vítima do dia a ficar cara a cara com seu catfish.

"As pessoas são mais complexas do que aparentam. E isso é bonito de ver que não tem quem está certinho ou errado. O próprio catfish, que está do outro lado, não é necessariamente alguém escroto, sem caráter, às vezes também é uma pessoa que precisa de ajuda. É alguém que também está envolvido, mas tem alguma questão de aceitação sobre si mesmo", explica Ciro.

O primeiro episódio acompanha a saga de Diulia, uma estudante de psicologia de 22 anos que mora em Novo Hamburgo (RS) e se relaciona com Johnny, que mora em Vila Velha (ES), há quase dois anos. Os dois nunca se viram pessoalmente, apenas conversavam pelas redes sociais e aplicativos, e raramente falavam ao telefone.

"Nossa vontade é saber o que faz uma pessoa se distanciar tanto das suas virtudes, vontades e amor próprio a ponto de fazer tanta concessão. Uma menina de 22 anos, fragilizada, sem aceitação social ampla, e que ouve o que precisa ouvir no momento em que ela precisava. Para uma pessoa que está frágil, deprimida e triste, isso é um golpe baixo. Não passa pela cabeça dela que está sendo enganada", avalia Sales.

A terceira temporada de Catfish conta com dez episódios, e o primeiro vai ao ar nesta quarta, às 22h, na MTV.

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